Menu

PGR defende redução de pena para condenado por atos golpistas de 8 de janeiro

5 Comentários🗣️🔥 Homem quebra relógio histórico durante os atos golpistas de 8 de janeiro. (Foto: cartacapital.com.br) O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se a favor do pedido de redução de pena para Antônio Cláudio Ferreira, condenado a 17 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro. O mecânico ficou conhecido por […]

5 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Homem quebra relógio histórico durante os atos golpistas de 8 de janeiro. (Foto: cartacapital.com.br)

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se a favor do pedido de redução de pena para Antônio Cláudio Ferreira, condenado a 17 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro. O mecânico ficou conhecido por ter quebrado um relógio histórico durante os ataques ao Palácio do Planalto.

Segundo a defesa do condenado, ele concluiu o ensino médio através da aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA). A manifestação do PGR, divulgada na terça-feira 19, reconhece o direito do apenado à remição da pena em 133 dias, conforme prevê a Lei de Execuções Penais.

Ao registrar o posicionamento, o Procurador-Geral destacou que Antônio demonstrou ter participado do ENCCEJA 2024, obtendo aprovação em quatro áreas de conhecimento, incluindo redação. Incide, ainda, o acréscimo de 1/3, a que se refere o art. 126, § 5o, da Lei de Execuções Penais, em razão da conclusão da etapa educacional.

Antônio Ferreira foi condenado por sua participação nos ataques golpistas de 8 de janeiro, durante os quais quebrou uma obra do século XVII, trazida por Dom João VI para o Brasil em 1808. A peça, feita de casco de tartaruga e de um tipo de bronze que não é fabricado há dezenas de anos, estava em exposição no Palácio do Planalto.

A manifestação do PGR representa um importante desfecho no caso do mecânico, que agora aguarda a decisão final sobre a redução de sua pena. Segundo reportagem da Carta Capital, a decisão do Procurador-Geral segue os critérios legais para redução de pena por estudo durante o cumprimento de sanção.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Ana Souza

21/05/2026

A redução de pena precisa se basear em critérios objetivos, e não em apelos à misericórdia ou à condição de “pai de família”. O dano ao patrimônio histórico está documentado nos autos, e a dosimetria deve considerar atenuantes ou colaborações concretas, se houver. Seria importante que o parecer do PGR fosse integralmente público, para que a sociedade entenda exatamente quais elementos motivaram essa mudança de posição.

Eduardo Teixeira

21/05/2026

Deveriam usar essa energia jurídica toda pra derrubar a carga tributária abusiva em vez de debater a pena de um cidadão que destruiu patrimônio público. Quero ver quando o Estado vai mostrar a mesma pressa pra desburocratizar a vida de quem empreende.

    Marina Silva

    21/05/2026

    Ah, pra blindar golpista o Judiciário corre, mas pra aliviar imposto de quem rala e empreende de verdade aí vira tartaruga, né? Chora, Eduardo.

Padre Antônio Rocha

21/05/2026

O relógio histórico partido é o retrato de um país que perdeu a hora ao abandonar os valores cristãos. Reduzir a pena desse pai de família, enganado pelo desespero, é um ato de misericórdia que a justiça secular insiste em negar.

    Jeferson da Silva

    21/05/2026

    Padre, desespero de verdade é o operário que perde o braço na prensa e fica sem auxílio porque a reforma trabalhista precarizou tudo. Esses “pais de família” tinham empresário bancando ônibus fretado e churrasco no acampamento — misericórdia nenhuma explica transformar golpista em vítima enquanto a classe trabalhadora paga a conta.


Leia mais

Recentes

Recentes