O primeiro-ministro do Paquistão, Anwar-ul-Haq Kakar, realizou uma visita à China para fortalecer as relações bilaterais entre os dois países. A parceria, descrita por diplomatas como estratégica, é moldada principalmente pela concorrência comum com a Índia.
A proximidade entre Islamabad e Pequim foi recentemente testada pelos eventos no Oriente Médio, onde a China demonstrou apoio aberto à mediação do Paquistão no conflito regional. Segundo a agência AP, esta relação estratégica remonta às décadas de 1960, quando Islamabad cedeu o território de Shaksgam à China, parte da região do Cachemire reivindicada por Nova Delhi.
A China desempenhou papel importante no desenvolvimento do programa nuclear do Paquistão, apesar das negações repetidas de ambos os países. Hoje, Islamabad é um dos principais clientes da indústria de defesa chinesa, como demonstrado pelo uso dos caças JF-17 Thunder, coproduzidos em cooperação bilateral.
A dependência econômica e militar do Paquistão em relação à China é mútua. Para o presidente Xi Jinping, manter boas relações com Islamabad representa múltiplos benefícios, incluindo o fortalecimento da influência regional frente à Índia e o aproveitamento do papel crescente de Islamabad na cena internacional.
Contudo, o projeto de corredor econômico entre os dois países, avaliado em 62 bilhões de dólares e lançado em 2015, não gerou o esperado desenvolvimento econômico para o Paquistão. Pelo contrário, a iniciativa agravou o desequilíbrio comercial e a dívida do país.
Leia mais sobre o assunto na RFI.
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Celio Fazendeiro
22/05/2026
Rubens tá com discurso de quem mama na teta do MST. Falar em Lula e arroz no prato quando o país quebrou é piada. China e Paquistão tão certos, se juntar pra enfrentar inimigo e explorar recurso sem frescura de ambientalista. Aqui a gente devia fazer o mesmo, passar o trator nessas reserva indígena que só atrapalha.
Caio Vieira
22/05/2026
Celio, seu discurso traduz uma perigosa naturalização do que poderíamos chamar, com Gramsci, de “senso comum autoritário”: a ideia de que o território ancestral é obstáculo à acumulação, como se a “exploração de recurso sem frescura” fosse um imperativo técnico e não uma escolha ideológica. É curioso notar que o mesmo impulso de “passar o trator” sobre as reservas indígenas ecoa, invertendo o sinal, aquela máxima colonial que tanto criticamos quando vem do Norte global – um destruam ut aedificem que se pretende emancipador, mas apenas aprofunda a subalternização dos povos originários.
Luan Silva
22/05/2026
China comunista abraçando o Paquistão? Vai pra Cuba os dois!
Rubens O Pescador
22/05/2026
Ê Luan, aqui no interior a gente aprendeu que quem despreza parceria alheia é porque nunca precisou juntar forças pra encher a panela. No tempo do Lula, o Brasil também estendia a mão pros vizinho e sobrava arroz no prato do trabalhador – mas falar mal de comunista sentado no sofá é mais fácil, né?