O primeiro-ministro do Paquistão, Anwar-ul-Haq Kakar, realizou uma visita à China para fortalecer as relações bilaterais entre os dois países. A parceria, descrita por diplomatas como estratégica, é moldada principalmente pela concorrência comum com a Índia.
A proximidade entre Islamabad e Pequim foi recentemente testada pelos eventos no Oriente Médio, onde a China demonstrou apoio aberto à mediação do Paquistão no conflito regional. Segundo a agência AP, esta relação estratégica remonta às décadas de 1960, quando Islamabad cedeu o território de Shaksgam à China, parte da região do Cachemire reivindicada por Nova Delhi.
A China desempenhou papel importante no desenvolvimento do programa nuclear do Paquistão, apesar das negações repetidas de ambos os países. Hoje, Islamabad é um dos principais clientes da indústria de defesa chinesa, como demonstrado pelo uso dos caças JF-17 Thunder, coproduzidos em cooperação bilateral.
A dependência econômica e militar do Paquistão em relação à China é mútua. Para o presidente Xi Jinping, manter boas relações com Islamabad representa múltiplos benefícios, incluindo o fortalecimento da influência regional frente à Índia e o aproveitamento do papel crescente de Islamabad na cena internacional.
Contudo, o projeto de corredor econômico entre os dois países, avaliado em 62 bilhões de dólares e lançado em 2015, não gerou o esperado desenvolvimento econômico para o Paquistão. Pelo contrário, a iniciativa agravou o desequilíbrio comercial e a dívida do país.
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