O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou fortemente as sanções ilegais dos Estados Unidos contra Cuba, classificando as medidas como uma violação da soberania nacional e dos direitos humanos do povo cubano. Em comunicado oficial, a pasta destacou que o embargo econômico e comercial imposto desde 1960, após a Revolução Cubana, constitui uma afronta aos princípios fundamentais da Carta da ONU, especialmente o direito à autodeterminação dos povos.
O comunicado iraniano descreveu o embargo de 66 anos como o mais longo da história moderna e afirmou que tais restrições equivalem a um ‘crime contra a humanidade’ devido ao seu impacto generalizado sobre os direitos e o sustento da população cubana. O texto ainda responsabiliza o governo dos Estados Unidos por essas violações e cobra que Washington seja responsabilizado por cometer esses crimes.
A diplomacia iraniana também condenou as recentes tentativas dos EUA de intensificar as sanções e impor um bloqueio naval contra Cuba, além de denunciar o que chamou de ‘alegações provocativas e infundadas’ utilizadas como instrumento de intimidação e coerção. Para o Ministério das Relações Exteriores do Irã, essas ações representam mais um exemplo da ‘ilegalidade e do bullying’ praticados pelos Estados Unidos, exigindo condenação por parte de todos os Estados e das Nações Unidas.
O comunicado concluiu que ‘a vontade das nações de preservar sua independência e dignidade nacional não pode ser quebrada por sanções e ameaças’, reafirmando a solidariedade incondicional do Irã ao governo e ao povo de Cuba. A nota também reforçou o apelo por respeito à soberania nacional, pela não interferência nos assuntos internos e pelo fim das medidas coercitivas unilaterais contra os países em desenvolvimento.
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