Uma descoberta arqueológica no Laos finalmente revelou a função de centenas de jarros de pedra que intrigavam pesquisadores há quase um século. Os estudos indicam que os recipientes ocos serviam como urnas funerárias em um vasto complexo de sepultamento onde ancestrais eram cultuados por sucessivas gerações.
A Planície dos Jarros, situada no planalto de Xieng Khouang e composta por cerca de 2.000 estruturas de pedra espalhadas pela paisagem, guardava restos humanos que acabam de ser analisados. Arqueólogos encontraram vestígios de pelo menos 37 indivíduos no interior de um único jarro, confirmando a hipótese funerária que décadas de estudo não haviam conseguido comprovar.
A investigação integra uma série de achados recentes sobre práticas mortuárias em diferentes partes do mundo. Imagens de satélite revelaram valas comuns circulares anteriores ao Egito antigo, enquanto análises mostraram que ancestrais de povos aborígenes australianos alimentaram por 500 anos o túmulo de um dingo de estimação.
Na Polônia, os chamados ‘esqueletos abraçados’ foram identificados como um sepultamento duplo de pessoas do mesmo sexo. Escavações em um cemitério do Alto Ártico também expuseram os perigos extremos enfrentados por baleeiros do século XVII na região.
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