Durante sua carreira de mais de duas décadas na exploração espacial, Jaclyn Kagey, líder de atividades extraveiculares do programa Artemis na NASA, enfrentou um desafio que representava uma exclusão silenciosa: o traje espacial padrão não foi projetado para o seu corpo. Atualmente, ela está no centro do esforço para garantir que os astronautas da próxima missão lunar – corpos diversos e reais – não enfrentarão a mesma limitação.
Conforme o perfil publicado pela NASA, Kagey está moldando o retorno da humanidade à superfície lunar a partir de seu papel na Diretoria de Operações de Voo. Sua missão é planejar meticulosamente como os astronautas trabalharão no Polo Sul da Lua, uma região até o momento não visitada, ao lado de cientistas e parceiros da indústria para criar cronogramas de caminhadas espaciais e guiar operações em tempo real.
A trajetória de Kagey é marcada pela adaptabilidade sob pressão extrema, uma habilidade que ela considera essencial para a profissão. Um dos momentos mais críticos de sua carreira ocorreu durante uma operação de emergência na Estação Espacial Internacional, quando um vazamento de amônia forçou sua equipe a planejar, preparar os trajes e executar um reparo em apenas 36 horas, demonstrando a agilidade e dedicação do programa espacial.
A experiência que redefiniu seu senso de propósito foi pessoal e silenciosa. Por estar na extremidade mais baixa do espectro de altura, Kagey não conseguiu completar um teste completo na antiga Unidade de Mobilidade Extraveicular, cujas proporções a impediram de se mover conforme necessário, apesar de ter passado na verificação inicial de ajuste, uma falha de design que ela transformou em um ponto de partida para a mudança.
Essa frustração a impulsionou a advogar incansavelmente por projetos que acomodassem uma gama maior de tipos físicos. O esforço se concretizou quando ela testou com sucesso o novo traje lunar da Axiom Space, a Unidade de Mobilidade Extraveicular Axiom (AxEMU), nas instalações do Centro Espacial Johnson, em Houston, utilizando o sistema de gravidade simulada ARGOS.
Estabelecer o padrão para a presença humana sustentada na Lua exige que a tecnologia deixe de excluir, e Kagey está no centro dessa evolução. Sua liderança não apenas planeja as operações de superfície que pavimentarão a exploração do espaço profundo, mas também amplia a possibilidade de quem pode, literalmente, vestir o futuro da humanidade fora da Terra.
Leia mais sobre o assunto na nasa.gov.
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Luiz Augusto
26/05/2026
Engenheira da NASA lidera o desenvolvimento de trajes lunares inclusivos, um avanço importante para a missão Artemis. Isso mostra que a igualdade de oportunidades está se tornando uma prioridade dentro das missões espaciais.
Lucas Gomes
26/05/2026
A engenheira da NASA está desafiando as normas de gênero no espaço, e isso pode ser apenas o início de uma mudança ainda maior na inclusão social em missões espaciais.
Julia Andrade
26/05/2026
Concordamos plenamente, Luiz Augusto, que a liderança dessa engenheira naNASA é um marco na história da igualdade de oportunidades. No entanto, é importante destacar que a inclusão não deve ser vista apenas como um avanço simbólico. A efetividade desses trajes lunares inclusivos na prática é crucial para que possamos avaliar se a mudança vai além da aparência. A incorporação de diferentes corpos e necessidades em um ambiente tão desafiador como o espaço deve ser uma oportunidade para que a engenharia reflita sobre a diversidade e a acessibilidade como pilares fundamentais do progresso tecnológico. A missão Artemis, portanto, não apenas empodera a presença feminina, mas também pode ser um catalisador para que a engenharia do espaço se torne mais humana e consciente das diferenças que constituem a nossa sociedade.