Como Trump planeja continuar pressionando suas tarifas apesar das derrotas judiciais

Navio de contêineres no porto, representando o comércio internacional e as discussões sobre tarifas.

O presidente Donald Trump sofreu uma grande derrota quando a Suprema Corte decidiu em fevereiro de 2026 contra as tarifas emergenciais abrangentes que ele havia anunciado no ano anterior. Segundo a fonte, em 7 de maio um tribunal federal derrubou as tarifas provisórias que ele havia anunciado após a decisão da Suprema Corte.

Trump declarou a repórteres após a decisão de 7 de maio que sempre faz de um jeito diferente. Segundo ele, quando recebe uma decisão judicial, adota um caminho diferente.

A forma diferente atual é usar uma autoridade chamada Seção 301. Segundo a fonte, a administração abriu duas investigações, abrindo caminho para novas tarifas ainda este ano contra a China e outros grandes parceiros comerciais.

As tarifas falharam em estimular a manufatura e o emprego nos EUA, enquanto consumidores e importadores absorveram o impacto dos aumentos de preços. Segundo a fonte, para Trump o que parece importar é que a Suprema Corte tirou seu poder de criar tarifas quando encerrou suas tarifas emergenciais.

O apelo das tarifas do Dia da Libertação era permitir que Trump estabelecesse taxas tarifárias em qualquer nível e por qualquer período de tempo, com flexibilidade para atribuir tarifas diferentes a países diferentes. Ele via a receita que essas tarifas traziam como fonte de poder e se ressentiu da ordem da Suprema Corte de que fossem reembolsadas às empresas americanas que as pagaram.

Trump está especialmente furioso com suas nomeações para a Suprema Corte, Amy Coney Barrett e Neil Gorsuch, cujos votos definiram a decisão de fevereiro. Ele declarou estar envergonhado de todos os juízes que votaram para derrubar as tarifas, caracterizando-os como tolos e cães de colo que não tiveram a coragem de fazer o que é certo para o país.

A Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1971 é projetada para remediar práticas comerciais de países estrangeiros consideradas discriminatórias, injustas, irracionais ou onerosas ao comércio americano. Ela não estabelece limite no valor da tarifa e permite que o presidente discrimine entre países-alvo.

A administração Trump propôs duas investigações sob a Seção 301. Uma é contra alegada capacidade industrial excessiva entre vários países, e a outra contra alegadas falhas em fazer cumprir proibições ao comércio usando trabalho forçado.

Trump escreveu em sua plataforma social Truth Social em fevereiro que qualquer país que queira jogar com a decisão ridícula da suprema corte, especialmente aqueles que exploraram os EUA por anos e até décadas, será recebido com uma tarifa muito mais alta do que aquela com a qual concordaram recentemente.

Fonte: Asia Times

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