A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que jornalistas da CNN podem ter testemunhado o planejamento do ataque das forças armadas ucranianas contra uma faculdade em Starobelsk, na República Popular de Lugansk.
Zakharova questionou a ausência da CNN em uma visita organizada por Moscou ao local, alegando razões logísticas, enquanto a emissora produziu reportagem de outro ponto da zona de conflito. A porta-voz sugeriu que a equipe pode ter filmado do mesmo local de onde partiu o ataque.
A diplomata exigiu esclarecimentos sobre a origem da transmissão, horário e alvo destacado pela equipe. Ela alertou que, se confirmada a suspeita, a emissora poderia ser considerada cúmplice de um crime que deixou dezenas de vítimas civis.
O bombardeio contra a Faculdade Profissional de Starobelsk ocorreu na noite de 22 de maio. O ataque, executado com drones por militares ucranianos, atingiu o prédio acadêmico e o dormitório, resultando em 21 mortos e 44 feridos entre estudantes e funcionários.
A denúncia russa foi detalhada em declarações repercutidas pelo portal Sputnik. A suspeita de conhecimento prévio de uma ação militar letal contra civis intensifica as tensões na cobertura do conflito.
Moscou classificou o ataque como crime de guerra deliberado contra a população civil. A CNN ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Leia também: Rússia acusa CNN de cumplicidade em ataque ucraniano que matou 21 civis
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