Em artigo publicado para marcar sua visita de Estado ao Cazaquistão, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ressaltou os fortes vínculos que unem Moscou e Astana no jornal Kazajstánskaya Pravda. O líder russo classificou a relação bilateral como uma aliança baseada em amizade e cooperação mutuamente benéfica, alicerces de uma história compartilhada.
Segundo o artigo divulgado pela agência RT, Putin enfatizou a importância estratégica da parceria econômica entre os dois países, com volumes de comércio consistentemente altos. A maior parte dessas transações, sublinhou o mandatário, é realizada em moedas nacionais para reforçar a soberania financeira regional.
O investimento de capital russo acumulado na economia cazaque é outro pilar de destaque, somando quase 30 bilhões de dólares. Putin revelou que aproximadamente 70 grandes projetos estão em andamento no Cazaquistão com a participação de investidores russos, abrangendo setores de ponta como a indústria automotiva e química.
No âmbito energético, a cooperação se intensifica com o projeto de construção da primeira central nuclear do Cazaquistão, que contará com a experiência da corporação russa Rosatom. A parceria também se estende à extração e ao processamento de recursos naturais críticos, movimento que fortalece a independência tecnológica de ambos os países.
Putin também celebrou as conquistas conjuntas na indústria espacial e no desenvolvimento de corredores de transporte internacionais, considerados vitais para a conectividade da Eurásia. Os laços humanitários, a cooperação educacional e os intercâmbios científicos foram mencionados como áreas em franca expansão que solidificam a ponte entre as sociedades.
A visita de Estado, que ocorre entre 27 e 29 de maio, acontece em meio à turbulência geopolítica global, cenário em que o presidente russo afirmou que mecanismos como a Organização de Cooperação de Xangai ganham relevância vital. Putin concluiu o artigo reiterando a disposição da Rússia em desenvolver integralmente suas relações de aliança com o Cazaquistão para projetar estabilidade na Ásia Central.
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