A plataforma de gelo oriental da geleira Thwaites, na Antártida Ocidental, enfrenta risco iminente de desintegração, segundo alerta de pesquisadores que monitoram a região. A estrutura atua como barreira natural, reduzindo o fluxo de gelo do continente para o oceano, e seu colapso acelerará mudanças significativas na maior geleira instável do planeta.
O monitoramento da área é realizado com imagens de satélite do sistema Copernicus Sentinel-2, que registram a evolução das fraturas desde 2019. Conforme reportagem do Olhar Digital, cientistas envolvidos em expedições internacionais afirmam que a ruptura da plataforma é praticamente inevitável diante do atual ritmo de aquecimento e fragmentação.
O geofísico marinho do British Antarctic Survey, Robert Larter, declarou que a plataforma de gelo definitivamente desaparecerá, embora não seja possível prever o processo exato de fragmentação. Larter destacou que a região já apresenta fraturas múltiplas e enfraquecimento estrutural avançado, tornando a desintegração uma questão de tempo.
A plataforma sustenta o gelo que se desloca do interior do continente em direção ao mar de Amundsen, reduzindo a velocidade desse fluxo. Com sua perda, o gelo continental começará a escorregar para o oceano com maior rapidez, alterando a dinâmica de todo o sistema glacial da Antártida Ocidental.
Estudos indicam que o aquecimento das águas oceânicas profundas no Oceano Austral é o principal fator do desgaste acelerado da plataforma flutuante. Mudanças na circulação oceânica, influenciadas por alterações nos padrões de vento do hemisfério sul, estão levando água mais quente até a linha de ancoragem da geleira, corroendo o gelo por baixo e acelerando as fraturas.
O impacto potencial do colapso total da Thwaites preocupa a comunidade científica global, pois a geleira já responde por 4% do aumento atual do nível do mar. Se toda a massa de gelo da Thwaites se perder, o nível global dos oceanos poderá subir cerca de 65 centímetros, afetando áreas costeiras densamente povoadas.
Cidades como Nova York, Boston, São Francisco e Miami estão entre as mais vulneráveis a essa elevação. O alerta dos cientistas reforça que o colapso da plataforma de gelo oriental é apenas o primeiro passo de um processo que pode se tornar irreversível e de escala planetária.
A geleira Thwaites, com área maior que o estado da Flórida, é considerada uma das maiores ameaças climáticas da atualidade devido ao efeito dominó que pode desencadear. Projeções indicam que, uma vez perdida a plataforma que a sustenta, a velocidade de perda de gelo pode dobrar ou triplicar, transformando um processo gradual em uma crise abrupta.
Imagens de satélite recentes mostram que o gelo já recuou dezenas de quilômetros nas últimas décadas, com rachaduras cada vez mais profundas e próximas da zona de ancoragem. O desaparecimento da plataforma oriental, esperado para ocorrer em breve, marca um ponto de inflexão temido pela ciência há anos.
A perda da plataforma de gelo não resultará no colapso imediato de toda a Thwaites, mas representará o início de uma nova fase de instabilidade para a geleira e para comunidades costeiras em todo o mundo. O monitoramento contínuo nos próximos meses será crucial para entender a velocidade da reação da geleira à ausência de seu suporte natural.
Leia também: Cientistas alertam para desintegração iminente da plataforma de gelo da Geleira Thwaites
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Lucas Moreira
28/05/2026
Interessante como o Lucas pinta o empreendedorismo como vilão, mas esquece de mencionar que sem inovação privada a gente ainda estaria queimando carvão sem controle nenhum. O problema não é o mercado, é a falta de precificação real dos riscos ambientais — e isso quem resolve são contratos, seguros e incentivos econômicos, não mais taxa e regulação estatal que engessa e não entrega resultado.
Carlos Meirelles
28/05/2026
Mais um estudo financiado com dinheiro público para alimentar o pânico climático. Enquanto isso, o governo aumenta impostos e sufoca o empreendedorismo que poderia gerar riqueza para investir em adaptação real. País quebrado não salva geleira nenhuma.
Marcos Andrade Niterói
28/05/2026
Carlos, o mesmo raciocínio tacanho que chama investimento em ciência de ‘pânico’ é o que deixa cidades como Niterói sem metrô e com enchentes. Enquanto a direção do estado trata prevenção como gasto, a gente paga com desastre e vidas perdidas — não é empreendedorismo que segura o mar subindo.
Lucas Andrade
28/05/2026
Carlos, seu discurso trata a ciência como gasto e o lucro como salvação, mas a verdade é que o empreendedorismo que você defende é o motor da catástrofe que estão tentando nos mostrar. Não existe riqueza num país quebrado ecologicamente — só muros de concreto submersos.