Astrônomos de universidades internacionais criaram um novo método para estimar a massa de planetas em formação. A técnica utiliza anéis de poeira em discos protoplanetários e foi publicada no The Astrophysical Journal.
Os discos de gás e poeira ao redor de estrelas jovens formam planetas e revelam estruturas em anéis. Até agora, não havia métodos robustos para interpretar essas formações como indicadores de planetas ocultos.
Segundo o Phys.org, simulações computacionais mostraram que planetas de diferentes massas moldam os anéis de poeira. A largura do anel, seu ponto mais brilhante e a quantidade de poeira revelam características do planeta responsável.
A descoberta apresenta uma relação matemática simples entre o pico de brilho do anel e a massa do planeta. Essa relação independe do comprimento de onda ou do tamanho dos grãos de poeira observados.
Amena Faruqi, autora principal do estudo, comparou os anéis brilhantes a impressões digitais planetárias. Ela explicou que a equipe encontrou uma forma de estimar massas de planetas mesmo quando estão imersos e invisíveis.
A Dra. Jessica Speedie, coautora do estudo, destacou que a pesquisa não se limitou à teoria. A equipe aplicou os resultados a sistemas reais, como o PDS 70, validando a abordagem.
Os pesquisadores testaram o método no sistema PDS 70, onde planetas já foram imageados. A massa estimada para o planeta PDS 70c coincidiu com outras avaliações independentes.
O professor Ralph Pudritz observou que planetas em formação mais massivos podem aprisionar poeira equivalente a 20 vezes a massa da Terra. Isso levanta questões sobre a formação de novos planetas nesses anéis.
A Dra. Farzana Meru enfatizou que o trabalho oferece ferramentas práticas para conectar anéis de poeira às massas planetárias. Ela destacou que combinar observações de poeira e gás abrirá novas perspectivas sobre planetas ocultos.
As descobertas ampliam as possibilidades de confirmar planetas suspeitos e revelar novos. Com imagens cada vez mais detalhadas, o avanço nessa área se mostra promissor.
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