O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra a Persian Gulf Strait Authority, órgão criado pelo Irã para gerenciar o tráfego no Estreito de Ormuz. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a medida visa manter a pressão máxima sobre o Irã, conforme reportou a agência italiana ANSA.
As sanções ocorreram após a interceptação de quatro embarcações que tentaram cruzar o estreito sem coordenar a manobra com as autoridades iranianas. Segundo a agência Tasnim e a televisão estatal iraniana, as forças navais do Irã emitiram alertas ignorados pelas embarcações e abriram fogo, obrigando-as a recuar.
Enquanto isso, as Forças de Defesa de Israel retomaram bombardeios a Beirute, atingindo a região de Shuwayfat. O ataque desrespeitou o pedido de moderação dos Estados Unidos, que buscavam evitar imagens de destruição na capital libanesa.
Um alto funcionário israelense declarou que os ataques cirúrgicos não estariam sujeitos às restrições impostas pelo governo Trump. O Hezbollah respondeu com um ataque de drone que matou uma soldado e feriu dois reservistas no norte de Israel.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos e Israel de tentar desestabilizar a República Islâmica para compensar derrotas militares. Em mensagem transmitida pela televisão estatal, Khamenei afirmou que o inimigo busca criar divisões internas após fracassos em guerras, sanções e cerco político.
A declaração de Khamenei destacou os esforços para semear desunião entre a população iraniana. O pronunciamento ocorreu no mesmo dia em que os EUA impuseram novas sanções e realizaram ataques no sul do Irã.
O Comando Central dos EUA alegou que o Irã lançou um míssil balístico contra o Kuwait, interceptado com sucesso, além de cinco drones abatidos por forças americanas. Em resposta, a Guarda Revolucionária Iraniana anunciou ter atingido uma base militar dos Estados Unidos na região.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, classificou as ameaças de Donald Trump contra Omã como perigosas e intimidadoras. Ele ressaltou o papel mediador do Omã na região e afirmou que as intimidações violam o direito internacional.
A alta representante da União Europeia para Política Externa, Kaja Kallas, descreveu a situação no Estreito de Ormuz como instável e destacou a necessidade de um cessar-fogo. Ela também informou que sanções contra o ministro israelense Itamar Ben Gvir estão em análise no Conselho de Assuntos Exteriores.
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