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Impacto colossal em Mercúrio revela origem misteriosa do gelo polar

0 Comentários🗣️🔥 Mercúrio, o planeta rochoso e sem atmosfera, visto em imagem de satélite. (Foto: olhardigital.com.br) Um único impacto de asteroide de escala planetária pode ter depositado toda a água congelada nos polos de Mercúrio. O planeta, o mais próximo do Sol, registra temperaturas diurnas de até 430°C. Simulações publicadas no Journal of Geophysical Research: […]

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Mercúrio, o planeta rochoso e sem atmosfera, visto em imagem de satélite. (Foto: olhardigital.com.br)

Um único impacto de asteroide de escala planetária pode ter depositado toda a água congelada nos polos de Mercúrio. O planeta, o mais próximo do Sol, registra temperaturas diurnas de até 430°C.

Simulações publicadas no Journal of Geophysical Research: Planets indicam que a cratera Hokusai, com 97 quilômetros de diâmetro, é a marca desse evento cataclísmico. O asteroide teria 17 quilômetros de diâmetro e colidiu a 30 quilômetros por segundo.

Em menos de uma hora após o impacto, o vapor de água liberado envolveu Mercúrio. A atmosfera temporária protegeu as moléculas da radiação solar, reduzindo a fotólise, processo que destrói moléculas pela luz do Sol.

Segundo o Olhar Digital, a proteção atmosférica evitou que 96% da água fosse destruída. Apenas 46% das moléculas foram perdidas, permitindo que 22,4% do vapor se depositasse nas zonas polares sombreadas.

Isso equivale a 2,3 × 10¹³ quilogramas de gelo, compatível com estimativas dos depósitos polares do planeta. A simulação revelou que o vapor se distribuiu rapidamente entre os hemisférios, alcançando as chamadas “armadilhas frias” em um dia mercuriano.

Os autores destacam que a água originada no hemisfério norte também atingiu o polo sul. No entanto, o modelo gerou camadas de gelo com no máximo 37 centímetros de espessura, abaixo dos vários metros detectados por radar.

Para explicar a diferença, os pesquisadores sugerem que o asteroide poderia ser maior e mais lento. O estudo também não considerou outros voláteis ou processos como o “jardinamento por impacto”, que redistribui o gelo ao longo do tempo.

A missão BepiColombo, prevista para entrar em órbita de Mercúrio em novembro de 2026, poderá fornecer dados mais precisos. A pesquisa reforça que um único impacto pode criar reservatórios de gelo duradouros, mesmo em condições extremas.

O achado redefine a compreensão sobre como a água viaja e se preserva no Sistema Solar. Mesmo em ambientes hostis, a vida pode encontrar caminhos para se manter.


Leia também: Simulações revelam que Mercúrio ganhou toda sua água gelada em um único dia


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