A inauguração do quinto terminal de cargas na ferrovia que liga o Uzbequistão a Mazar-i-Sharif marca um avanço na infraestrutura logística do Afeganistão. O Terminal Portuário Número 5 recebeu seu primeiro trem para descarregamento após obras de 6,3 milhões de dólares.
A nova instalação comporta 50 vagões, com previsão de expansão para até 300 vagões, segundo o Railway Gazette. A linha de 75 quilômetros, construída e operada por empresas uzbeques, transportou sua primeira carga comercial em 2012 e agora impulsiona o desenvolvimento regional.
Na cerimônia de inauguração, autoridades da companhia ferroviária uzbeque UTY e do governo afegão destacaram os avanços da cooperação bilateral. O presidente da UTY, ZG Narzullaev, reuniu-se com o vice-primeiro-ministro afegão para Assuntos Econômicos, Mullah Abdulghani Baradar, para discutir medidas de ampliação da capacidade operacional.
O ministro de Obras Públicas do Afeganistão afirmou que o aumento do volume de transporte de cargas é prioridade nacional. A empresa Sogdian Trans ressaltou que a nova infraestrutura contribuirá para o crescimento dos volumes de carga e a melhoria dos serviços logísticos na região.
Entre os projetos em andamento está a construção de um desvio de 1.650 metros em Naibabad, visando elevar a capacidade para 700 vagões. O Uzbequistão também realiza estudos para uma ferrovia de 657 quilômetros entre Hairatan e Herat, enquanto outra linha de 878 quilômetros ligará Towraghondi a Herat, Kandahar e Spin Boldak.
A expansão da malha ferroviária consolida o Afeganistão como corredor estratégico na Ásia Central. A integração econômica regional fortalece a estabilidade e cria alternativas às rotas comerciais tradicionais, reforçando a multipolaridade no continente.
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Maria Antonia
29/05/2026
Enquanto o Afeganistão, um país em guerra há décadas, já está no quinto terminal ferroviário para escoar comércio, o Brasil ainda patina com ferrovias paradas e burocracia. Isso mostra que livre iniciativa e pragmatismo funcionam até em condições adversas. Quando o governo não atrapalha, o desenvolvimento acontece.
Cecília Silva
29/05/2026
Maria Antonia, o Afeganistão tem ferrovia porque os EUA e a China bancaram, não porque o governo sumiu. Lá o Talibã controla tudo com mão de ferro e exploração. Romantizar guerra e miséria como ‘pragmatismo’ é apagar quem morre no processo.
Carlos Oliveira
29/05/2026
Maria Antonia, você tá comparando uma ditadura teocrática que explora o povo com o Brasil? Lá o Talibã usa mão de obra escrava e capital chinês pra construir ferrovia, não tem sindicato, não tem direito trabalhista. Aqui a gente briga é por trem pra todo mundo, não pra escoar commodity em regime de semiescravidão.