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Estudo revela que extinção de elefantes pode causar colapso ecológico na África

0 Comentários🗣️🔥 Elefante africano se alimenta em savana, com tronco segurando vegetação. (Foto: phys.org) Pesquisa publicada na revista Science demonstra que o declínio dos elefantes africanos ameaça desencadear um efeito dominó nos ecossistemas das savanas. O estudo, conduzido ao longo de 15 anos no Quênia, foi divulgado pelo portal Phys.org. A pesquisa foi liderada pela […]

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Elefante africano se alimenta em savana, com tronco segurando vegetação. (Foto: phys.org)

Pesquisa publicada na revista Science demonstra que o declínio dos elefantes africanos ameaça desencadear um efeito dominó nos ecossistemas das savanas. O estudo, conduzido ao longo de 15 anos no Quênia, foi divulgado pelo portal Phys.org.

A pesquisa foi liderada pela doutoranda Finote Gijsman, da Universidade de Princeton, com participação do professor Todd Palmer, da Universidade da Flórida. O experimento UHURU utilizou cercados seletivos para simular padrões de extinção, excluindo mamíferos de diferentes portes.

Besouros do esterco, embora pouco conhecidos, desempenham funções ecológicas essenciais. Eles reciclam nutrientes, dispersam sementes, melhoram a qualidade do solo e controlam parasitas que afetam o gado.

Os resultados indicaram que áreas sem elefantes apresentaram redução de 67% na população de besouros do esterco. A biomassa desses insetos caiu 51%, e a diversidade de espécies diminuiu 23%.

A exclusão de outros herbívoros, como girafas, não produziu impacto adicional relevante. Isso confirma o papel central dos elefantes na manutenção dessa rede ecológica.

Os serviços prestados por besouros do esterco às indústrias pecuárias dos EUA e do Reino Unido são avaliados em US$ 1,6 bilhão anuais. O professor Palmer destacou que a perda dos elefantes não se limita ao animal, mas afeta toda a biodiversidade de besouros e suas funções ambientais.

O experimento UHURU foi iniciado em 2008 no Centro de Pesquisa Mpala, no Quênia. Tornou-se um dos estudos ecológicos de longo prazo mais influentes do mundo, utilizando áreas abertas como grupo de controle.

Elefantes consomem cerca de 136 quilos de alimentos e excretam até 90 quilos de fezes diariamente. Esse volume sustenta uma diversidade de besouros, que dependem desse recurso para sobreviver.

Grandes mamíferos são mais vulneráveis à extinção por necessitarem de vastos territórios e terem reprodução lenta. O estudo reforça que os elefantes funcionam como infraestrutura ecológica viva, cujo desaparecimento pode gerar perdas bilionárias em serviços ambientais.


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