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Pesquisadores do Adolfo Lutz descobrem demolição de laboratórios por postagem no Instagram

3 Comentários🗣️🔥 Fachada do Instituto Adolfo Lutz, com bandeiras hasteadas na entrada principal. (Foto: metropoles.com) Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, referência nacional em vigilância epidemiológica e sanitária, afirmam ter identificado a possível demolição de parte de seus laboratórios após uma postagem no Instagram. A médica Ludhmila Hajjar, professora da Faculdade de Medicina da USP e […]

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Fachada do Instituto Adolfo Lutz, com bandeiras hasteadas na entrada principal. (Foto: metropoles.com)

Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, referência nacional em vigilância epidemiológica e sanitária, afirmam ter identificado a possível demolição de parte de seus laboratórios após uma postagem no Instagram. A médica Ludhmila Hajjar, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do projeto do Hospital Inteligente, divulgou uma projeção arquitetônica mostrando o novo edifício sobre as instalações do instituto.

O projeto em questão é o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente, primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde. Será construído no complexo do Hospital das Clínicas da USP, viabilizado por empréstimo de cerca de R$ 2 bilhões junto ao Banco dos BRICS, presidido pela ex-presidenta Dilma Rousseff. A iniciativa é uma parceria entre o governo federal, a USP e o Governo de São Paulo.

Seis prédios que abrigam laboratórios do Adolfo Lutz estão na área prevista para construção, com três deles programados para demolição. Um desses edifícios abriga o setor de virologia, com quatro andares e mais de R$ 100 milhões em investimentos públicos realizados nas últimas duas décadas.

A presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo, Helena Lutgens, afirmou que a diretoria do instituto também desconhecia o plano. Ela classificou a situação como grave falta de diálogo no estado, conforme reportagem do Metrópoles.

A entidade estima que o investimento adicional para realocar os laboratórios chegaria a pelo menos R$ 170 milhões. Esse valor não inclui os recursos já aplicados nas instalações atuais. Laboratórios de segurança biológica não podem ser simplesmente transferidos, pois exigem a construção de novas estruturas com protocolos específicos.

Ludhmila Hajjar garantiu que os pesquisadores serão transferidos para um local melhor e que um novo prédio será construído para o Adolfo Lutz. Ela afirmou que as demolições só ocorrerão quando tudo estiver devidamente organizado. A coordenadora do projeto reforçou que os profissionais participam das reuniões e que a postagem no Instagram foi feita em março.

Os pesquisadores, representados pela APqC, contestam a versão. Afirmam que não foram comunicados oficialmente e que nenhuma conversa efetiva está ocorrendo. A Secretaria da Saúde de São Paulo divulgou nota assegurando que as atividades do Instituto Adolfo Lutz serão mantidas normalmente, sem prejuízo aos serviços essenciais e de pesquisa.

A pasta informou que as diretorias do HC-FMUSP e dos órgãos envolvidos se reúnem periodicamente para definir o cronograma. No início do mês, a deputada estadual Beth Sahão realizou audiência pública para debater o impasse. A assistente técnica de pesquisa científica do Lutz, Gisele Lopes, declarou desconhecer qualquer reunião e cobrou transparência.

Gisele Lopes enfatizou que não se opõe ao hospital, mas exige acesso às informações. A deputada Beth Sahão justificou a escolha do local pela concentração de institutos de excelência no complexo do HC, como o Instituto Central, o de Ortopedia e Traumatologia e o Instituto do Coração. Ela defende diálogo com a diretoria e os pesquisadores para encontrar soluções conjuntas.

O ITMI contará com 800 leitos dedicados à emergência de adultos e crianças nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia e terapia intensiva. O projeto integrará tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas, big data e telessaúde. O cronograma do Ministério da Saúde indica que as demolições podem começar em breve, com previsão de início das atividades em 2029.

O impasse coloca em discussão a modernização da saúde pública e a preservação de um patrimônio científico que realiza cerca de 600 tipos de exames. A comunidade científica exige ser ouvida antes que as mudanças sejam implementadas.


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Beto Engenheiro

29/05/2026

Pelo amor de Deus, que falta de gestão é essa? Sou engenheiro e sei que qualquer demolição minimamente organizada tem que passar por licenciamento, ART e comunicação interna. Descobrir que derrubaram seus próprios laboratórios vendo o Instagram é incompetência pura. Cadê o planejamento, cadê o controle de obra? O dinheiro do contribuinte literalmente virando entulho e ninguém sabe de nada.

Carlos Rocha

29/05/2026

Mais um exemplo de como o dinheiro do contribuinte é literalmente demolido sem qualquer controle. Instituto Adolfo Lutz, referência nacional, descobre que estão derrubando seus laboratórios… pelo Instagram. Enquanto isso, a carga tributária só aumenta e a gestão pública continua sendo um antro de incompetência. Cadê a auditoria séria e a responsabilidade fiscal que esse país nunca teve?

    Renato Professor

    29/05/2026

    Caro Carlos, sua indignação é compreensível, mas reduzir o problema à incompetência genérica da gestão pública é um clichê que esconde o essencial: o desmonte deliberado de instituições estratégicas como o Instituto Adolfo Lutz não é acaso, é projeto político de sucateamento do serviço público para justificar privatizações futuras. O Instagram foi apenas o espelho acidental de uma política sistemática de asfixia orçamentária que vem de décadas e que seus ídolos do mercado adorariam ver aprofundada.


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