A empresa Orbit Robotics apresentou o Helios, um robô projetado para operar em microgravidade com uma arquitetura de quatro braços. O sistema foi desenvolvido para atuar em ambientes espaciais, eliminando limitações de robôs terrestres.
Dois braços do Helios fixam o equipamento a superfícies internas de naves ou estações, enquanto os outros dois executam tarefas como manipulação de objetos. Segundo reportagem do Olhar Digital, o robô utiliza um modelo acionado por tendões, com motores concentrados nos ombros.
A transmissão de força por cabos reduz o peso dos braços e preserva a amplitude de movimento, essencial em ambientes de gravidade zero. O projeto inclui articulações de cotovelo com contato de rolagem, evitando movimentos bruscos que comprometam a estabilidade.
A equipe da Orbit Robotics testou anteriormente o IKARUS, plataforma experimental para validação de controle remoto e manipulação com dois braços. Os testes serviram de base para o Helios, que busca reduzir o tempo de manutenção realizado por astronautas.
A empresa destaca que o robô não substituirá astronautas, mas automatizará tarefas repetitivas que consomem 35% do tempo de trabalho em estações espaciais. Cada hora de manutenção realizada por astronautas custa cerca de 140 mil dólares, tornando a automação uma solução econômica e estratégica.
Além de operações internas, o Helios pode ser usado na manutenção de satélites e construção de estruturas em órbita. A redução dos custos de acesso ao espaço e o aumento de lançamentos ampliam as possibilidades de aplicação do robô.
Pesquisadores envolvidos no projeto ressaltam que a exposição prolongada ao espaço afeta a saúde humana, com impactos como radiação e perda de massa óssea. O Helios representa um avanço na automação de operações em ambientes extremos, reduzindo a dependência de intervenção humana direta.
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