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RSF executa 27 civis em ataque a vilarejos no Sudão, afirma grupo médico

0 Comentários🗣️🔥 Mulheres sudanesas em situação de vulnerabilidade, em meio à crise humanitária no país. (Foto: aljazeera.com) Uma força ligada às Forças de Apoio Rápido (RSF) matou pelo menos 27 pessoas, incluindo idosos, em vilarejos a oeste de Bara, no estado do Cordofão do Norte. A denúncia foi feita pela Rede de Médicos do Sudão, […]

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Mulheres sudanesas em situação de vulnerabilidade, em meio à crise humanitária no país. (Foto: aljazeera.com)

Uma força ligada às Forças de Apoio Rápido (RSF) matou pelo menos 27 pessoas, incluindo idosos, em vilarejos a oeste de Bara, no estado do Cordofão do Norte. A denúncia foi feita pela Rede de Médicos do Sudão, que classificou o episódio como crime contra civis desarmados em áreas sem presença militar.

O ataque ocorreu na região de al-Murrah durante o feriado muçulmano de Eid al-Adha. A organização médica afirmou que as vítimas eram moradores locais e que não havia operações militares na área no momento da ação.

O Sudão enfrenta uma guerra civil desde abril de 2023, quando confrontos entre o exército sudanês e a RSF se intensificaram. O conflito já causou centenas de milhares de mortes e deslocou milhões de pessoas, configurando uma das piores crises humanitárias globais.

A região do Cordofão tornou-se um dos principais focos de combate, com registros de ataques aéreos e uso de drones. As RSF e grupos aliados controlam áreas estratégicas em Darfur e no Cordofão, incluindo regiões ricas em petróleo e ouro.

A Rede de Médicos publicou nota condenando o ataque como violação do direito internacional humanitário. O comunicado alertou que esses crimes agravam a situação catastrófica enfrentada pela população civil em meio ao conflito.

O massacre ocorreu simultaneamente à divulgação de relatório apoiado pela ONU sobre a crise alimentar no país. O documento indica que mais de 40% da população sudanesa enfrenta fome aguda, com quase 19,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar severa.

Agências humanitárias classificam a crise como uma das mais graves do mundo, agravada pelos deslocamentos forçados e pela paralisação da produção agrícola. A RSF nega sistematicamente as acusações de violações contra civis em áreas sob seu controle.

A Rede de Médicos do Sudão pediu à comunidade internacional que condene as violações e atue para proteger os civis. O grupo exige que a liderança da RSF cesse os ataques contra áreas residenciais e respeite o direito humanitário.

O conflito no Sudão envolve disputas pelo poder e controle de recursos naturais, com a população civil como principal vítima. Ativistas criticam a falta de resposta internacional robusta e apontam duplo padrão na aplicação do direito internacional.

A guerra persiste com sucessivos cessar-fogos violados, enquanto a situação humanitária se deteriora. Milhões de pessoas dependem de ajuda externa, que chega de forma insuficiente e irregular às áreas afetadas.

Leia mais sobre o assunto na aljazeera.com.


Leia também: Sudão: 15 meses de guerra e crise humanitária


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