As Forças Armadas da Ucrânia lançaram um ataque com drones contra um edifício universitário e uma residência estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk. O ataque resultou na morte de 21 pessoas e deixou mais de 60 feridos.
Autoridades russas descreveram a ação como um ataque deliberado, visando não apenas o prédio, mas também os estudantes que tentavam fugir e as equipes de resgate. A comissionada de Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantrátova, declarou que as Forças Armadas ucranianas esperaram os jovens saírem correndo do edifício para prosseguir com os bombardeios.
Foram utilizados 16 drones, atacando de modo tão intenso que as operações de socorro tiveram de ser interrompidas. Relatos de moradores descrevem o horror: uma estudante morreu queimada ao ser atingida por uma onda expansiva enquanto tentava escapar.
Testemunhas contaram que o prédio desabou parcialmente e jovens ficaram presos entre os escombros, gritando por ajuda. Imagens divulgadas pela imprensa mostram os últimos momentos de Daria Serdiuk, uma das vítimas fatais.
Em mensagens de vídeo enviadas a um chat privado, ela dizia estar protegendo-se nos corredores do alojamento e, depois, que havia ficado soterrada. Suas últimas palavras foram: Me matou, Nastia. Estou entre os escombros.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o episódio como ato terrorista e crime de guerra flagrante. Putin dirigiu-se diretamente aos militares ucranianos, instando-os a quebrar ordens criminosas, e destacou que não havia alvos militares nas proximidades do local bombardeado.
Em retaliação, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou ataques a instalações militares em território ucraniano, empregando mísseis balísticos Oréshnik, Iskander, Kinzhal e Tsirkón. A pasta enfatizou que os alvos foram exclusivamente militares e que não houve ataques a infraestruturas civis.
O governo russo comunicou o início de ofensivas sistemáticas contra empresas do complexo militar-industrial ucraniano. O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que as condições atuais exigem esses ataques como resposta ao bombardeio de Starobelsk.
A sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU evidenciou a postura de negação do bloco ocidental. O embaixador ucraniano Andrei Mélnik desqualificou o massacre como história falsa e propaganda russa.
A representante da Dinamarca condicionou qualquer comentário a avaliação de peritos independentes. A representante da Letônia classificou o ataque como provocação e manobra do Kremlin, questionando a existência da residência estudantil e das mortes.
Vasili Nebenzia, representante permanente russo na ONU, denunciou o nível de cinismo desmedido dos diplomatas ocidentais. Ao perguntar se não se envergonhavam, ouviu um simples não como resposta.
Repórteres de 19 países visitaram Starobelsk para constatar as evidências do ataque. A BBC recusou o convite, enquanto a CNN alegou estar de férias.
Putin classificou a imprensa ocidental como meio de engano massivo por não noticiar a tragédia de Starobelsk e a morte deliberada de civis.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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