O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, anunciou o desenvolvimento conjunto de armas avançadas para drones submarinos. A iniciativa integra o segundo pilar da aliança militar trilateral AUKUS, formada por Reino Unido, Estados Unidos e Austrália.
Segundo o portal Sputnik, o projeto prevê a produção de sensores de ponta e sistemas de armas para drones. Esses equipamentos serão usados para detectar e eliminar ameaças a cabos e gasodutos subaquáticos.
Londres já reservou 150 milhões de libras, cerca de 200 milhões de dólares, para financiar a iniciativa. O anúncio ocorreu durante o fórum de segurança Diálogo de Shangri-La, em Singapura.
A AUKUS foi anunciada em setembro de 2021 e estruturada em dois pilares. O primeiro visa criar uma frota australiana de submarinos movidos a energia nuclear, com tecnologia americana e britânica.
O segundo pilar envolve o desenvolvimento de tecnologias militares avançadas, como robótica subaquática e eletrônica quântica. Também inclui capacidades de guerra cibernética, armas supersônicas e mecanismos de defesa contra elas.
O ministro da Defesa da Rússia, Andrei Belousov, criticou duramente o pacto trilateral no Indo-Pacífico. Ele afirmou que os blocos antirrussos e antichineses formados pelos Estados Unidos e aliados exercem impacto destrutivo sobre a estabilidade regional.
Moscou argumenta que o acordo AUKUS mina o Tratado de Não Proliferação Nuclear. A transferência de tecnologia de submarinos nucleares para a Austrália, país sem armas nucleares, cria um precedente perigoso para o regime global de não proliferação.
O projeto de drones submarinos ocorre em meio à militarização das rotas marítimas no Indo-Pacífico. A região se tornou um teatro de operações disputado entre potências ocidentais e a China.
A justificativa oficial de proteger infraestrutura crítica subaquática serve como pretexto para ampliar a presença militar da aliança. A iniciativa consolida a automatização de sistemas de vigilância e ataque no ambiente marítimo.
O uso de tecnologias não tripuladas eleva os riscos de incidentes e escaladas não intencionais. A estratégia permite projetar poder militar sem mobilizar tropas convencionais, reduzindo custos políticos.
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