O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que indicará novamente o advogado Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Lula classificou Messias como um dos melhores advogados do país e afirmou que não há impedimento jurídico ou histórico para sua atuação na corte. A rejeição anterior pelo Senado foi motivada por razões políticas, segundo o presidente.
O presidente destacou que o Senado pode rejeitar indicações, mas defendeu que a decisão deve ser baseada em critérios objetivos. Lula argumentou que derrotar uma indicação por mera oposição política desrespeita o processo constitucional.
A primeira rejeição de Messias marcou um fato inédito na história republicana brasileira. Foi a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado barrou um indicado ao STF, gerando impasse institucional.
Na votação anterior, 42 senadores votaram contra e 34 a favor da indicação. A aprovação exigiria pelo menos 41 votos, margem não alcançada devido à forte articulação da oposição.
Lula reforçou a importância do diálogo político para aprovar pautas no Legislativo. Ele afirmou manter conversas com parlamentares de diferentes partidos, independentemente de alinhamento ideológico.
A visita a Laranjeiras integrou a agenda de retomada das operações da Fafen-SE. A reabertura da unidade é estratégica para reduzir a dependência externa de insumos agrícolas.
Jorge Messias atuou como advogado-geral da União no governo Lula. Sua trajetória inclui atuação destacada em direito público e defesa de políticas sociais do governo federal.
Leia mais sobre o assunto na operamundi.uol.com.br.
Leia também: Alcolumbre pediu ajuda a Lula antes de rejeitar indicação de Messias ao STF
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Luciana Santos
30/05/2026
Mais um capítulo dessa novela interminável. Enquanto eles brigam por indicação no STF, quem tá no ônibus todo dia vendo a passagem subir e o salário não acompanhar. Pra mim, tanto Lula quanto a oposição tão só fazendo politicagem, e o povo que se vire pra pagar a conta no fim do mês.
Julia Andrade
30/05/2026
Luciana, sua fala toca num nervo exposto da democracia brasileira e eu agradeço pela honestidade. Quando você diz que tanto Lula quanto a oposição estão fazendo politicagem enquanto a passagem de ônibus sobe, você nomeia um sentimento legítimo de abandono institucional. Mas preciso provocar um pouco essa visão, com todo respeito: reduzir a disputa por uma vaga no STF a mero teatro político é ignorar que essa corte decide, concretamente, sobre o preço do seu ônibus, sobre o reajuste do salário mínimo, sobre a legalidade de subsídios ao transporte público. O Supremo não é uma arena abstrata de elites brigando por poder simbólico; ele é o espaço onde se definem os limites orçamentários que permitem ou não políticas de tarifa zero, por exemplo. A briga pelo nome de Messias não é fútil: é a tentativa de enraizar no tribunal uma interpretação da Constituição que priorize direitos sociais sobre interesses do capital financeiro. Ignorar isso é deixar que a batalha seja vencida por quem quer um Estado mínimo e passagens a preço de mercado.
Ao mesmo tempo, eu entendo a sua raiva e acho que ela é um sintoma de algo mais profundo: a desconexão entre a linguagem da política institucional e a vida real de quem pega ônibus lotado todo dia. O problema não é que a disputa pelo STF seja irrelevante – é que ela raramente é traduzida para a experiência cotidiana das pessoas. Quando um senador rejeita um indicado por razões ideológicas, a imprensa trata como novela, e a esquerda muitas vezes fala numa gramática técnica que não conversa com a sua fome de justiça imediata. Mas o cinismo de achar que tudo é igual – que Lula e a oposição são farinha do mesmo saco – acaba servindo aos interesses de quem quer desmobilizar a sociedade. As escolhas do STF sobre tributação de grandes fortunas, sobre privatização de estatais, sobre direitos trabalhistas são parte da equação que define se seu salário vai ou não cobrir a passagem. O vazio deixado por quem desiste de acompanhar essa novela é preenchido por aqueles que têm muito a ganhar com a despolitização.
Por fim, acho que seu comentário revela uma sabedoria popular que a teoria política muitas vezes despreza: a intuição de que o jogo institucional brasileiro opera em dois tempos, um para os de cima e outro para os de baixo. Não vou romantizar essa percepção como se ela fosse a verdade completa, mas vou defender que ela merece ser levada a sério como diagnóstico de uma falha de representação. O que está em jogo na indicação de Messias não é apenas um nome, mas a possibilidade de ter no STF alguém que entenda que o direito à mobilidade urbana é condição para qualquer outro direito. Se a esquerda não conseguir conectar essa luta à sua experiência no ônibus, ela vai continuar perdendo a batalha da hegemonia – e você vai continuar tendo razão em chamar tudo de politicagem. Mas a saída não é virar as costas para a política; é exigir que ela fale a nossa língua e responda às nossas urgências.
Luiz Carlos
30/05/2026
Lula insiste nesse nome mesmo depois da rejeição no Senado. O povo já deu o recado, mas parece que aqui é na base do “faço o que quero”. Enquanto isso, a gente paga imposto pra sustentar esse teatrinho.
Sofia García
30/05/2026
Clássico da política BR, né? Todo mundo sabe que é um teatro, mas a gente continua pagando ingresso. Se liga, Luiz Carlos, o show não vai acabar tão cedo.
Eduardo C.
30/05/2026
Curioso: você tem os números exatos de quantos senadores rejeitaram e quantos aprovariam? Porque sem dados concretos, sua indignação vaga não passa de ruído estatístico.
Carlos Menezes
30/05/2026
Entendo sua frustração, Luiz Carlos, mas será que a rejeição no Senado foi tão técnica assim ou entrou no jogo político também? O presidencialismo de coalizão tem desses empurrões que desgastam todo mundo.
Ahmed El-Sayed
30/05/2026
Mais um nome empurrado goela abaixo do Congresso. O STF virou extensão do palácio, não guardião da lei. Enquanto insistirem nesse laicismo hipócrita que ignora a tradição e a moral religiosa, o Brasil continuará refém de indicações puramente políticas.
Letícia Fernandes
30/05/2026
Ahmed, seu comentário é sintomático de uma nostalgia que eu, como psicanalista, não posso ignorar: a fantasia de um STF que seria “guardião da lei” num vácuo histórico, como se a lei pairasse acima das relações materiais de classe. A verdade é que o Supremo nunca foi, nem será, um oráculo assexuado e apolítico. Desde a redação da Constituição de 88, o tribunal é um campo de disputa da superestrutura burguesa. Cada ministro carrega consigo as contradições do bloco de poder que o indica. A diferença entre Messias e, digamos, um indicado de Bolsonaro não é a “politização” – isso é cortina de fumaça – mas qual fração da burguesia e quais concessões ao atraso serão privilegiadas. A sua revolta contra o “laicismo hipócrita” revela o incômodo de quem ainda acredita que a tradição religiosa deveria ter privilégio de cátedra no Estado. Isso não é defesa da moral, é defesa de um monopólio simbólico que o capitalismo secularizado já rompeu, mesmo que preserve a exploração.
O “empurrado goela abaixo” que você menciona me faz ter genuína pena, porque revela uma compreensão infantil do processo político. Você acha que indicações ao STF em governos liberais ou conservadores americanos são menos políticas? Que a sabatina de Amy Coney Barrett foi um exercício de tecnicismo puro? Claro que não. O que há é uma disputa entre projetos de hegemonia. O senhor Jorge Messias não é um fantoche – ninguém chega àquela posição sem densidade jurídica. Mas, mais importante, o Congresso que o rejeita é o mesmo Congresso que abriga uma bancada evangélica que quer transformar o Estado em braço armado de sua moral privada. Você chama de “laicismo hipócrita” justamente o que impede que o Código Penal seja escrito por pastores. A laicidade, mesmo imperfeita, é a única garantia de que a sua tradição religiosa não se imponha como lei universal para quem não acredita nela.
Por fim, você afirma que o STF virou “extensão do palácio”. Isso seria cômico se não fosse trágico. O palácio, seja ele qual for, sempre tentou estender seus braços. Mas a questão é que, na ausência de uma reforma estrutural do Estado – coisa que o capital jamais permitirá de bom grado – o Supremo funciona como válvula de escape das contradições que o Legislativo e o Executivo não conseguem processar. A sua crítica, ao ignorar que a política é feita de correlação de forças e não de anjos desencarnados, se torna reacionária: você quer um tribunal que atue como se os conflitos de classe não existissem. Isso não é guardar a lei, é congelar a história em benefício de quem já está no topo. A indicação de Messias é apenas mais um lance no jogo de xadrez da hegemonia. Se você quer um guardião da lei que respeite sua tradição religiosa, vá rezar por um califado. O Brasil laico, com todos os seus defeitos, ao menos permite que outras vozes, inclusive as suas, existam sem serem queimadas na fogueira.
Marcos Andrade Niterói
30/05/2026
Ahmed, seu discurso de que o STF virou extensão do palácio é o mesmo mantra da extrema-direita que quer um tribunal teocrático, não um guardião da Constituição. Jorge Messias é um jurista competente e a laicidade do Estado não é hipocrisia, é cláusula pétrea pra evitar que dogmas religiosos ditem o direito no Brasil.
Luciana Costa
30/05/2026
O governo tem todo o direito de indicar nomes de confiança, mas insistir em uma candidatura que já encontrou forte resistência no Senado me parece um convite ao desgaste político. Jorge Messias é um jurista competente, mas a falta de diálogo prévio com o Congresso só aprofunda a polarização em vez de buscar um nome de consenso para a Corte.
Eduardo Teixeira
30/05/2026
Luciana, você tem razão: insistir num nome que já queimou a largada no Senado é apenas atrasar a pauta econômica que o país precisa. Enquanto eles brincam de polarização no STF, a carga tributária continua subindo e ninguém fala em desregulamentação de verdade.
Padre Antônio Rocha
30/05/2026
Luciana, minha filha, o que você chama de “diálogo” e “consenso” é o mesmo frouxidão moral que tem levado este país a aceitar tudo que ofende a lei de Deus. O governo insiste num nome porque sabe que o Senado, tomado por ideologias mundanas, não aceita ninguém que defenda a verdade. Se a polarização aumenta, a culpa é de quem troca princípios por conveniência política, não de quem permanece firme na fé.