O escândalo Dark Horse cobrou seu preço. O senador Flávio Bolsonaro (PL) viu sua vantagem numérica sobre o presidente Lula (PT) desaparecer em um mês.
Nova pesquisa Real Time Big Data, publicada nesta segunda-feira 1º pela CartaCapital, mostra Lula com 45% contra 40% de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Há um mês, o mesmo instituto registrava empate técnico, com o senador à frente por 44% a 43%. Depois disso, estourou o escândalo de Dark Horse, com a negociação entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para um aporte de cerca de 134 milhões de reais em uma cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 29 e 30 de maio, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-05864/2026.
A desidratação de Flávio é dupla: ele perde a aura de ‘bolsonarista moderado’ e vê o discurso anticorrupção desmoronar com o escândalo financeiro. Sem essa blindagem, o candidato do PL enfrenta o mesmo teto que limitou Jair Bolsonaro em 2022.
Os demais cenários testados também são favoráveis a Lula. Contra Ronaldo Caiado (PSD), há empate em 43%, e diante de Romeu Zema (Novo), o presidente lidera por 43% a 40%.
Aécio Neves (PSDB) aparece com 23% diante de 47% de Lula, e Renan Santos (Missão) marca apenas 30% contra 46% do petista. Esses números revelam um campo da direita fragmentado e sem discurso unificado para o segundo turno.
O efeito Vorcaro deixou marcas concretas na intenção de voto. Flávio Bolsonaro agora corre contra o relógio para estancar a sangria antes que a candidatura se inviabilize de vez.
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