A Petróleos Mexicanos (Pemex) registrou avanço expressivo na produção de diesel e gasolinas no primeiro quadrimestre de 2026. O diesel teve alta de 59,5% e as gasolinas cresceram 22,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As importações desses combustíveis caíram 43,9% no diesel e 24,7% nas gasolinas, reduzindo a dependência externa do México. Segundo dados oficiais divulgados pela estatal e reportados pelo La Jornada, a produção de gasolinas alcançou 398 mil barris diários entre janeiro e abril.
No mesmo intervalo de 2025, a produção havia sido de 324 mil barris diários. A produção de diesel saltou de 175 mil para 279 mil barris diários, fortalecendo a autossuficiência energética do país.
Em abril, a produção de gasolinas foi de 388 mil barris diários, uma redução de 3,6% em relação a março. Ainda assim, o volume ficou 12,7% acima dos 344,3 mil barris registrados em abril de 2025.
No diesel, foram produzidos 260 mil barris diários no quarto mês, avanço de 32,3% ante abril de 2025. Houve recuo de 7,7% na comparação mensal, mas a tendência de crescimento anual se manteve.
As importações acompanharam a trajetória de queda. A compra externa de gasolinas caiu 24,7% no quadrimestre, para 259 mil barris diários. O diesel importado despencou 43,9%, chegando a apenas 47 mil barris diários.
Em abril, as importações de diesel foram de 62 mil barris diários, redução de 30,3% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume subiu 32,7% sobre março, mas a tendência de longo prazo permanece de queda.
A alta dos preços do petróleo no mercado internacional impulsionou essa mudança. A dependência de combustíveis importados se tornou mais custosa, valorizando a produção doméstica.
A expansão da produção nacional de combustíveis dialoga com os esforços do governo mexicano para consolidar uma rede industrial própria. O objetivo é gerar empregos qualificados e reter riqueza no país.
Cada barril refinado em território mexicano representa economia de divisas e fortalecimento da cadeia produtiva interna. A estratégia reduz a vulnerabilidade a sanções, bloqueios ou crises militares em regiões distantes.
A Pemex é priorizada como ferramenta de desenvolvimento e redução de desigualdades regionais. Os dados do primeiro quadrimestre revelam uma tendência estrutural, não um pico isolado.
A produção de gasolinas cresceu quase 23% em relação ao mesmo período de 2025. O diesel registrou incremento percentual ainda maior, evidenciando resultados concretos dos investimentos em capacidade de refino.
A redução das compras externas de diesel para 47 mil barris diários na média do quadrimestre mostra o avanço rumo à autossuficiência. Há um ano, o México importava 85 mil barris diários, o que representava dependência perigosa em tempos de instabilidade geopolítica.
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