O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã condenou energicamente o que classificou como ato agressivo do exército estadunidense durante a madrugada, em comunicado oficial divulgado por meios locais. A nota aponta que um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz e uma antena de telecomunicações na ilha de Qeshm foram alvos de hostilidades lançadas a partir do território do Kuwait e do Bahrein, cujos governantes foram qualificados como responsáveis diretos pelo ataque.
A chancelaria iraniana afirmou que essas ações não só violam o acordo de cessar-fogo firmado em 10 de abril como também representam uma grave violação do princípio fundamental da proibição do uso da força, consagrado na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. O comunicado denunciou o uso colonial do território e das instalações de países da região pelos Estados Unidos para executar planos agressivos contra o Irã, conforme apurou o portal RT.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã reivindicou o lançamento de ataques precisos e concentrados com mísseis contra bases militares dos Estados Unidos no Kuwait. A ação foi descrita como uma resposta direta à insolência e agressão manifesta cometida contra a soberania nacional iraniana na ilha de Qeshm. A organização militar insistiu que a retaliação foi legítima e proporcionada diante da violação territorial sofrida.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) alegou que suas forças derrubaram com sucesso vários mísseis balísticos e drones iranianos e que também realizaram ataques em legítima defesa contra a ilha iraniana. O comunicado do Pentágono situou a operação como resposta a tentativas de ataque iranianas em todo o Oriente Médio.
Apesar da trégua frágil declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação na região tem sido marcada por ataques e ameaças mútuas crescentes. A agência iraniana Tasnim havia reportado que a equipe negociadora do Irã suspendeu as conversações e a troca de mensagens com os Estados Unidos em protesto contra os ataques de Israel ao Líbano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com desdém à notícia da suspensão, afirmando que não se importava se as negociações haviam acabado. Posteriormente, o mandatário norte-americano anunciou que mantivera uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e que as conversações com a República Islâmica do Irã continuam a bom ritmo.
A escalada militar coloca em xeque o frágil entendimento que permitira a pausa nas hostilidades diretas entre Irã e Estados Unidos. O comunicado iraniano reforça que a responsabilidade pelas consequências recairá sobre os agressores estadunidenses-sionistas e sobre todos os que lhes cederem território para atos de beligerância contra o Irã.
Com informações de ACTUALIDAD.