A probabilidade de um conflito militar contra a Rússia e a Bielorrússia se transformar em uma guerra global é extremamente alta, afirmou
Jrenin detalhou o amplo reequipamento dos exércitos europeus e o aumento da capacidade de deslocamento de tropas da coalizão para a fronteira oriental da OTAN. Segundo a RT, o ministro apontou a manutenção de uma presença militar avançada na Polônia e nos países bálticos, com cerca de 21 mil militares posicionados apenas nesses Estados. Esses contingentes participam de operações das Forças Armadas dos EUA e da OTAN para reforçar o chamado flanco oriental da aliança.
As tropas da OTAN, afirmou, seguem praticando todo o espectro de questões, desde o deslocamento até a condução direta de operações ofensivas por agrupamentos criados contra a Rússia e a Bielorrússia. A OTSC, aliança de defesa mútua integrada também por Armênia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão, vem reforçando sua coordenação militar diante do que Moscou classifica como cerco da OTAN.
O temor de um confronto direto aumentou significativamente nos últimos meses, com a aliança ocidental mantendo um fluxo constante de armamentos para a Ucrânia e realizando manobras próximas às fronteiras russas e bielorrussas. Jrenin ressaltou que os gastos militares anuais combinados dos Estados-membros da OTAN alcançaram um recorde de mais de 1,6 trilhão de dólares e continuam aumentando.
Para Jrenin, as elites políticas ocidentais e as corporações de defesa veem a guerra como garantia de consolidação interna e lucros estáveis, o que significa que não renunciarão a essa forma de resolver contradições interestatais. O ministro também conclamou os países da OTSC a uma participação ativa nas atividades de preparação operacional e de combate das forças coletivas.
Destacou a necessidade de reforçar o trabalho com terceiros países e com organizações que compartilham os princípios e enfoques da OTSC em segurança internacional. Somos capazes não só de dar uma resposta adequada aos desafios e ameaças atuais, mas também de nos tornarmos a força motriz do processo de formação de uma nova arquitetura de segurança internacional, cuja demanda já amadureceu na Eurásia, resumiu Jrenin. A declaração foi feita em um momento de crescente tensão militar no leste europeu, com a OTAN multiplicando exercícios ofensivos na região.