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Sanções dos EUA expulsam Meliá de Cuba e afundam turismo na ilha

0 Comentários🗣️🔥 A maior rede hoteleira da Espanha, o Grupo Meliá, anunciou sua retirada definitiva de Cuba após décadas de operação no país caribenho, tornando-se a terceira cadeia internacional a abandonar a ilha sob pressão das sanções impostas pelos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que ampliou as sanções […]

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Fachada do hotel Meliá Habana, em Havana, Cuba. (Foto: actualidad.rt.com)
Fachada do hotel Meliá Habana, em Havana, Cuba. (Foto: actualidad.rt.com)

A maior rede hoteleira da Espanha, o Grupo Meliá, anunciou sua retirada definitiva de Cuba após décadas de operação no país caribenho, tornando-se a terceira cadeia internacional a abandonar a ilha sob pressão das sanções impostas pelos Estados Unidos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que ampliou as sanções contra o Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), conglomerado estatal cubano vinculado às Forças Armadas Revolucionárias, atingindo diretamente o setor turístico da ilha.

A medida mira o braço hoteleiro do GAESA, a Gaviota, que controla cerca de 110 hotéis e 50 mil quartos em parceria com redes estrangeiras, conforme apontou o portal RT em sua cobertura.

A Meliá, pioneira ao inaugurar o primeiro hotel administrado por uma rede internacional em Cuba nos anos 1990, já havia reduzido sua presença no país em quase 50% no primeiro trimestre deste ano, mantendo apenas unidades com ocupação majoritariamente nacional.

Horas antes do anúncio da Meliá, a espanhola Iberostar comunicou o encerramento da gestão de 12 hotéis em parceria com a Gaviota, enquanto a canadense Blue Diamond, que administrava 62 estabelecimentos na ilha, anunciou a suspensão imediata de todas as suas operações.

A ofensiva estadunidense não se restringe ao setor hoteleiro, pois desde janeiro um bloqueio petrolífero imposto por Washington mergulhou Cuba em uma crise energética sem precedentes, com cortes de energia que chegam a 20 horas diárias em algumas regiões.

A escassez de combustível forçou companhias aéreas a cancelar ou redesenhar rotas, como a Iberia, que suspendeu seu voo direto entre Madri e Havana no início de junho, enquanto outras 11 empresas aéreas já cancelaram mais de 1.700 voos neste ano.

As sanções secundárias aplicadas por Trump baseiam-se na extraterritorialidade da Lei Helms-Burton, de 1996, que a União Europeia rejeita formalmente e contra a qual criou o Estatuto de Bloqueio para proteger empresas europeias de medidas unilaterais que violem o direito internacional.

Apesar da legislação europeia, o temor de represálias judiciais nos tribunais estadunidenses funciona como um poderoso dissuasor, já que as grandes corporações possuem interesses substanciais no mercado dos EUA e não podem arriscar litígios ou restrições comerciais.

A Comissão Europeia, por meio de um porta-voz, limitou-se a declarar que ‘espera que todos os atores garantam condições de competição equitativas para as empresas da União Europeia’, sem anunciar medidas concretas para proteger as companhias afetadas pelas sanções.

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