Lula decide ir à cúpula do G7 para enfrentar ameaças tarifárias dos EUA

Donald Trump e Lula durante encontro em evento internacional. (Foto: metropoles.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que participará da cúpula do G7 na França, após anúncios recentes dos Estados Unidos que abrem brecha para novas taxações contra o Brasil. A decisão representa uma virada estratégica, pois inicialmente ele não pretendia comparecer ao evento.

“Eu nem ia ao G7, mas agora eu vou, porque é preciso alguém colocar ordem na casa e dar um fim ao desmonte do multilateralismo, ao desmonte da democracia e à desvalorização das instituições”, afirmou

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também confirmou presença na cúpula. O governo brasileiro, no entanto, ainda avalia as possibilidades de encontros bilaterais diante do cenário de tensão comercial crescente.

O último encontro entre Lula e Biden ocorreu em maio, na Casa Branca, antes dos anúncios recentes que sugerem novas investidas tarifárias dos EUA contra produtos brasileiros. O presidente francês Emmanuel Macron foi quem oficializou o convite ao líder brasileiro.

O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A participação do Brasil como convidado reforça o peso diplomático do país em fóruns multilaterais.

A postura de Lula deixa claro que o governo brasileiro não aceitará passivamente pressões econômicas unilaterais. A decisão de comparecer à cúpula sinaliza que o Brasil usará espaços diplomáticos para defender um sistema de comércio internacional baseado em regras, não em ameaças.

Redação:
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