O preço da farinha de arroz subiu 0,08% em abril, conforme os dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA). A variação é quase imperceptível no bolso do consumidor e representa uma trégua após meses de pressão intensa.
Em março, o mesmo produto havia disparado 1,59%. A desaceleração de abril corta mais de 1,5 ponto percentual na margem, sinalizando um alívio momentâneo para um item derivado do cereal que ajudou a encarecer cestas básicas em todo o país.
Na comparação com abril do ano passado, quando a alta foi de 0,30%, o índice atual é ainda mais brando. A leitura interanual mostra que, naquele mesmo mês de 2025, a inflação da farinha de arroz já dava sinais de acomodação.
Apesar da calmaria recente, o acumulado em 12 meses alcança 15,58%. O patamar é elevado e revela o estrago feito ao longo do último ano, mesmo com a freada das últimas semanas. A farinha de arroz continua pesando na mesa das famílias de baixa renda.
O estoque inflacionário, porém, começa a ceder. No mês anterior, o acumulado de 12 meses estava em 15,84%. A redução de 0,26 ponto percentual é pequena, mas interrompe a trajetória de crescimento contínuo.
Há um ano, em abril de 2025, o acumulado em 12 meses era de apenas 2,02%. O salto para os atuais 15,58% escancara o quanto a farinha de arroz se distanciou do controle inflacionário, refletindo choques na cadeia do cereal que vão da lavoura à gôndola.
Levantamento do GuarulhosWeb em supermercados da região metropolitana de São Paulo mostra que o arroz tipo 1 de 5 kg varia até R$ 3,09 entre estabelecimentos, com preços que vão de R$ 15,70 a R$ 18,79. Embora o derivado em pó não apareça na pesquisa, a oscilação do grão in natura ajuda a explicar por que a farinha de arroz segue acumulando 15,58% em um ano, enquanto o salário mínimo real patina. A trégua de abril pode ser um respiro, mas o custo de vida ainda morde.
Com informações de ABC.