Sheinbaum reforça soberania mexicana com nova planta elétrica em Manzanillo

Ilustração editorial sobre Sheinbaum reforça soberania mexicana com nova planta elétrica em Manzanillo. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, inaugurou neste domingo a Central de Ciclo Combinado Teresa Urrea Chávez, no porto de Manzanillo, Colima, e afirmou que sem a Comissão Federal de Electricidade (CFE) ‘não haveria soberania nacional nem soberania energética’. A declaração foi feita durante a entrega da quinta planta do tipo instalada no país, concebida para ampliar a fatia do Estado na geração elétrica.

A nova unidade soma 357 megawatts ao complexo termoelétrico General Manuel Álvarez Moreno, conforme informou o jornal mexicano La Jornada. Com isso, a central salta para 2.860 megawatts e se torna uma das maiores da América Latina, elevando a capacidade de abastecimento para mais de 800 mil usuários, além de comércios e indústrias da região ocidental.

Sheinbaum resgatou a memória da batalha contra a privatização da CFE durante o período neoliberal e citou a reforma energética promovida pela Quarta Transformação. A medida permitiu que a empresa pública recuperasse 54% da geração elétrica, superando os agentes privados, e a presidente sustentou que a meta de seu sexênio é chegar a quase 65%, com 28 mil megawatts adicionais.

A secretária de Energia, Luz Elena González, detalhou os ganhos ambientais do investimento de 347,45 milhões de dólares. A tecnologia de ciclo combinado vai gerar economia de mais de 93 milhões de litros de água por ano e evitar a emissão de quase um milhão de toneladas de dióxido de carbono, volume equivalente ao que expulsariam 312 mil veículos a gasolina. O projeto combina expansão da oferta com redução de combustíveis fósseis e da pegada de carbono.

A titular da CFE, Emilia Calleja, destacou o peso estratégico do porto de Manzanillo, onde se cruzam atividades portuárias, comerciais, industriais e logísticas que movem parte importante da economia nacional. ‘Contar com energia suficiente, estável e confiável não é um assunto menor, é uma condição para que toda a região siga crescendo’, afirmou.

Sheinbaum enalteceu os trabalhadores da estatal. ‘Isto não se poderia fazer nunca se não fosse pelas trabalhadoras e trabalhadores da CFE, que são quem sustentam a empresa’, disse. Do lado de fora do complexo termoelétrico, um grupo de funcionários segurava cartazes pedindo melhores condições laborais e a abertura de 120 vagas adicionais, enquanto outros buscavam falar diretamente com a mandatária.

Além da unidade de Manzanillo, o plano de ciclo combinado do governo mexicano já entregou plantas em San Luis Potosí, Querétaro, Yucatán e Guanajuato. A expansão ocorre num momento em que o país busca blindar sua infraestrutura energética e reduzir a dependência de geradores privados, reforçando o papel da CFE como pilar da soberania nacional.

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