O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, protagonizou um episódio que revela as rachaduras internas de seu projeto político ao descartar publicamente a deputada Julia Zanatta (PL-SC) como possível vice — após ela ter se exposto em campanha ostensiva pela vaga — e testar o nome de Bia Kicis nas redes sociais. Segundo a Revista Fórum, Zanatta chegou a gravar vídeos se apresentando como candidata e declarou estar “pronta para o combate”, mas foi ignorada pelo clã.
A troca não foi apenas tática, mas simbólica: enquanto Zanatta demonstrou lealdade ruidosa e incondicional — chegando a dizer que faria “o que for possível para Flávio Bolsonaro ser eleito” —, Bia Kicis respondeu ao convite com subordinação calculada: “Você sabe que pode contar comigo na posição que você me colocar”. A mensagem enviada à base é clara: o bolsonarismo valoriza menos o soldado que se oferece e mais a capacidade de articular para além da bolha.
Segundo o Brasil 247, a justificativa usada por Flávio Bolsonaro para testar o nome de Bia Kicis foi sua suposta habilidade de negociação política, citando como exemplo um projeto da deputada que recebeu sanção do presidente Lula. A preferência por uma articuladora em detrimento de uma fiel escudeira expõe a fragilidade dos vínculos e o pragmatismo que rege as decisões do clã.