O programa ‘Move Motoristas’, lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social sob a gestão do presidente do BNDES Aloizio Mercadante, alcançou R$ 1 bilhão em financiamentos aprovados em menos de trinta dias. Essa velocidade de absorção demonstra uma demanda reprimida e uma confiança renovada dos trabalhadores da mobilidade urbana nas políticas públicas de fomento ao trabalho digno.
Foram atendidos 10.179 motoristas de aplicativos e taxistas espalhados por 1.015 municípios brasileiros, um alcance territorial que desafia a lógica concentrada das políticas anteriores. A distribuição geográfica evidencia um esforço deliberado de descentralização, rompendo com o viés metropolitano que historicamente marginalizou periferias e cidades médias.
As taxas diferenciadas — 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres — não são meros ajustes técnicos, mas instrumentos concretos de equidade de gênero no acesso ao crédito produtivo. Essa política intencional busca corrigir desigualdades estruturais que impedem a participação plena das mulheres no setor de transporte por aplicativo.
Os R$ 30 bilhões provenientes do Tesouro Nacional destinam-se exclusivamente à aquisição de veículos zero quilômetro flex, elétricos ou híbridos, com teto de R$ 150 mil, impondo um padrão ambiental e tecnológico inédito. Ao vincular o financiamento à modernização da frota, o programa articula justiça social, transição energética e soberania industrial em uma única operação.
A exigência de cadastro prévio de 12 meses e 100 corridas no aplicativo revela um olhar maduro sobre a reality laboral desses trabalhadores, evitando a formalização fictícia e priorizando quem já está inserido na cadeia produtiva. Trata-se de um reconhecimento institucional da categoria como sujeito econômico legítimo, não como mero consumidor eventual de políticas assistenciais.
Esse ritmo acelerado de adesão contrasta frontalmente com a inércia dos governos anteriores diante da precarização crescente dos motoristas. O ‘Move Motoristas’ não é apenas um programa de crédito: é uma sinalização clara de que o governo Lula encara a economia colaborativa como espaço estratégico de regulação, proteção e investimento público.
Com informações de REVISTAFORUM.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.