Argentina é atropelada pela Espanha e vê o sonho do tetra virar pó em Nova Jersey

A Argentina entrou em campo para fazer história e saiu do MetLife Stadium apequenada. Numa final que deveria coroar a “Scaloneta” com o tetracampeonato, a seleção de Lionel Messi mal conseguiu tocar na bola durante boa parte dos 120 minutos — e pagou o preço: 1 a 0 para a Espanha, gol de Ferran Torres na prorrogação, título europeu consumado diante de uma Albiceleste que passou a decisão inteira apenas tentando sobreviver.

Uma final, um só time em campo

Não houve equilíbrio. A Espanha teve mais posse de bola, dominou o campo ofensivo do início ao fim e produziu praticamente todas as chances de perigo da partida — enquanto a Argentina se limitou a se fechar atrás e torcer para o relógio andar. Ainda no primeiro tempo, Lamine Yamal já avisava que a noite seria complicada para os argentinos, obrigando Emiliano Martínez a uma defesa apertada. O roteiro se repetiu sem trégua: Ferran Torres, Pedri, Pau Cubarsí, Nico Williams, Aymeric Laporte — um batalhão espanhol testando, seguidamente, os limites do goleiro que, sozinho, segurou a Argentina viva no jogo.

Nem Messi resolveu — e o time nem chegava até ele

Enquanto a Espanha circulava a bola com liberdade, Lionel Messi passou a decisão isolado, recebendo bolas longe do gol adversário e sem conseguir romper um bloqueio espanhol que simplesmente não deu brechas. É o retrato de uma seleção argentina que, na maior partida do torneio, não teve resposta tática nem física para o adversário — um contraste gritante com a imagem de força que a Albiceleste tentava projetar até ali.

Expulsão selou o que já estava sentenciado

Como se a inferioridade em campo não bastasse, a Argentina ainda perdeu Enzo Fernández por expulsão nos minutos finais do tempo normal — segundo cartão amarelo, um a menos justamente no momento de maior sufoco. A seleção sul-americana resistiu como pôde até a prorrogação, mas o desfecho já parecia inevitável: depois de um gol anulado para os espanhóis por falta de Mikel Merino, Ferran Torres bateu de primeira, sem chances para Dibu Martínez, e encerrou de vez a resistência argentina.

Um tetra que não veio — e uma superioridade que ficou clara

A Argentina chegava embalada pelo tricampeonato de 1978, 1986 e 2022, mas terminou a decisão de 2026 sem conseguir sequer equilibrar as ações. A Espanha, por sua vez, confirmou em campo o que o retrospecto ainda não mostrava: encerrou a igualdade histórica de 14 jogos entre as seleções (seis vitórias para cada lado, dois empates) com a vitória mais importante de todas, consagrando-se bicampeã mundial 16 anos depois do título de 2010 — e deixando claro, do apito inicial ao final, qual das duas equipes realmente merecia levantar a taça em Nova Jersey.

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