Pequim abre espaço para exportar mais combustível em meio à tensão entre EUA e Irã, mas impõe regras rígidas para garantir o abastecimento interno.
Segundo o Scmp, pequim flexibilizou as restrições à exportação de combustíveis refinados em julho, mas manteve exigências rígidas para as refinarias, segundo o South China Morning Post, que revelou a medida no dia 21 de julho.
As novas cotas abrangem gasolina, diesel e querosene de aviação e se destinam majoritariamente às refinarias estatais. A abertura busca equilibrar os ganhos com os preços elevados do petróleo e a necessidade de proteger os estoques domésticos.
As refinarias enfrentam uma dupla exigência: só podem embarcar combustíveis dentro das cotas alocadas e precisam manter seus níveis de estoque acima do patamar registrado no fim de fevereiro. A condição foi confirmada por uma fonte familiarizada com o assunto, sob anonimato.
Desde o segundo trimestre de 2025, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério do Comércio da China intensificaram a supervisão sobre as exportações de derivados de petróleo, segundo a Energy Intelligence, provedora independente de dados do setor. A postura reflete cautela diante da escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos, que já elevou os preços globais do petróleo.
A segurança do abastecimento doméstico segue como prioridade declarada de Pequim, mesmo com a abertura parcial das exportações.