Segundo o THEHINDU, o corretor do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tentou realizar um investimento milionário em empresas do setor bélico nas semanas que antecederam o ataque conjunto dos EUA e Israel contra o Irã.
A revelação foi publicada pelo Financial Times nesta segunda-feira com base em três fontes familiarizadas com o caso.
Segundo o jornal, o corretor de Hegseth, funcionário do banco Morgan Stanley, entrou em contato com a BlackRock para adquirir uma participação multimilionária no Defence Industrials Active ETF, fundo focado em companhias da indústria de defesa.
A transação não foi concluída. O fundo, lançado em maio de 2025, ainda não estava disponível para clientes do Morgan Stanley na época da tentativa de compra.
O Financial Times não esclareceu o grau de autonomia do corretor para investir em nome de Hegseth, nem se o secretário tinha conhecimento da operação. O Pentágono reagiu com veemência: o porta-voz Sean Parnell classificou a reportagem como "totalmente falsa e fabricada" e exigiu retratação do jornal britânico.
O caso se insere em um padrão mais amplo de suspeitas sobre movimentações financeiras que precedem decisões políticas do governo Trump. Analistas apontam que apostas bem cronometradas vêm sendo registradas antes de anúncios oficiais, levantando questões sobre possíveis vazamentos de informação restrita.
O próprio Hegseth afirmou que a guerra contra o Irã já custou 37,5 bilhões de dólares aos cofres americanos, o que amplia o peso das suspeitas de que dados confidenciais possam ter sido usados para lucro privado.