Lula transfere chefe de gabinete e secretário para coordenar campanha reeleição

Ilustração editorial sobre Lula transfere chefe de gabinete e secretário para coordenar campanha reeleição. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Dois auxiliares diretos de Lula saem do Palácio do Planalto para a campanha à reeleição em meio a disputas internas por espaço na coordenação.

O presidente Lula decidiu transferir dois de seus principais auxiliares do Palácio do Planalto para a equipe de campanha comandada pelo presidente do PT, Edinho Silva, segundo a Folha de S.Paulo desta quarta-feira (22).

O chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e o secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social, Tiago Cesar dos Santos, deixam seus postos no governo para integrar a estrutura eleitoral. As exonerações devem ser publicadas no Diário Oficial da União ainda nesta quarta.

Marcola ficará responsável pela agenda do candidato, em parceria com Gilberto Carvalho. Tiago Cesar reforçará a logística de comunicação da campanha.

O diretor de gestão interna da Presidência, Paulo Cangussu André, também entra no time de logística. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, deve atuar na articulação política sem função formal.

Lula ainda sugeriu que ex-presidentes do PT, como Gleisi Hoffmann e Rui Falcão, sejam consultados sobre a linha política da campanha.

A área jurídica será reforçada com a incorporação do time do PSB e a possível contratação de criminalistas. Um dos nomes cotados para sustentações orais no Tribunal Superior Eleitoral é Edilene Lôbo, ministra substituta do TSE entre 2023 e 2025 e a primeira mulher negra nomeada para o cargo.

A ampliação ocorre em meio a tensões internas por espaço na campanha. Lula queria o advogado Marco Aurélio Carvalho como coordenador jurídico, mas Edinho Silva resistiu, defendendo a manutenção de parte da equipe de 2022, liderada pelo atual ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin. O PT nega atritos e afirmou ao jornal que "não há nenhuma disputa no jurídico da campanha".

A campanha também aposta em monitoramento de redes sociais para enfrentar a desinformação e o uso de inteligência artificial nas eleições, frentes que Lula quer cobrir com estrutura jurídica mais robusta do que a de 2022.

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