STF permite PF apurar desvio de verba de filme de Bolsonaro para Eduardo nos EUA

Ilustração editorial sobre STF permite PF apurar desvio de verba de filme de Bolsonaro para Eduardo nos EUA. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

André Mendonça autoriza inquérito da PF para apurar se dinheiro destinado ao filme sobre Bolsonaro foi desviado para bancar Eduardo nos EUA.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a abrir inquérito para investigar o destino dos repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão veio após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou "elementos suficientes" para apurar possíveis irregularidades, segundo a Folha de S.Paulo.

Foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quem solicitou os recursos a Vorcaro, sob a justificativa de financiar a produção cinematográfica.

A PF suspeita que parte do dinheiro tenha sido desviada para custear as despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025. Os valores teriam sido transferidos pela Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, para um fundo controlado por aliados de Eduardo, sediado no Texas.

A investigação também quer esclarecer se os recursos financiaram ações de aliados do ex-presidente junto ao governo de Donald Trump. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou à GloboNews que há "necessidade de instaurar um inquérito para apurar todas as circunstâncias que permeiam esses episódios".

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que o dinheiro foi destinado exclusivamente ao filme, em um fundo com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro classificou como "tosca" a suspeita da PF, alegando que seu status migratório à época vedaria o recebimento de valores.

A Go Up Entertainment, produtora do filme, disse que recebeu a decisão "com serenidade" e que não há conclusões sobre irregularidades na produção. A empresa afirma que já apresentou prestações de contas às autoridades e continuará colaborando com a investigação.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF pelo crime de coação, em ação relatada pelo ministro Alexandre de Moraes. A investigação corre em sigilo.

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