Fernando Haddad, ministro da Fazenda, disse que o governo recuou com a cobrança de impostos para produtos importados após responsáveis da Shein acordarem com o pagamento de impostos no Brasil.
Em entrevista à rádio CBN, Haddad informou que o Chairman da Shein, que veio de Singapura, anunciou um acordo com o governo brasileiro. O governo teria revertido sua decisão devido à postura da Shein, que se comprometeu a gerar 100 mil novos empregos no Brasil e a pagar impostos, assim como qualquer outra empresa.
Haddad afirmou que deseja proporcionar ao consumidor um “leque de opções” com concorrência em “igualdade de disputa”, uma vez que o setor de varejo representa cerca de 25% dos empregos formais no Brasil. Ele ainda afirmou que não vê problemas em relação à vinda da Shein, desde que a empresa opere em conformidade com a legislação brasileira, produzindo e gerando empregos no país.
Ao ser questionado sobre as críticas recebidas, especialmente nas redes sociais, após o anúncio do fim da isenção de impostos para produtos importados, Haddad respondeu que é necessário “bater mais o bumbo” para divulgar programas anunciados pelo governo federal. No entanto, ele não fez comentários específicos em relação ao caso das varejistas.
A empresa afirmou que irá nacionalizar 85% das suas vendas de produtos e espera criar 100 mil novos empregos no Brasil em um período de três anos. Essa declaração foi feita dois dias após o governo recuar em relação ao fim da isenção de tarifas de importação para pessoas físicas.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!