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China adere à revolução IA do Open Claw

A gigante chinesa Baidu anunciou nesta sexta-feira (13) a integração do agente de inteligência artificial OpenClaw diretamente no seu aplicativo principal de busca. A novidade permite que 700 milhões de usuários mensais interajam com a IA por meio de mensagens conversacionais, executando tarefas complexas como agendar compromissos, organizar arquivos, escrever códigos e muito mais. A […]

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A gigante chinesa Baidu anunciou nesta sexta-feira (13) a integração do agente de inteligência artificial OpenClaw diretamente no seu aplicativo principal de busca. A novidade permite que 700 milhões de usuários mensais interajam com a IA por meio de mensagens conversacionais, executando tarefas complexas como agendar compromissos, organizar arquivos, escrever códigos e muito mais.

A IA agente é considerada uma revolução dentro da revolução da inteligência artificial, por introduzir uma ferramenta capaz de conversar, interagir e executar funções pré-programadas para o usuário.

Até então, o OpenClaw – um modelo open-source desenvolvido na Áustria – só estava disponível em plataformas externas, como WhatsApp e Telegram. Agora, com a atualização, o usuário pode ativar o agente no próprio app da Baidu, sem precisar sair do ambiente de busca.

Lançamento coincide com o Ano Novo Lunar

A integração chega exatamente às vésperas do feriado do Ano Novo Chinês (Festival da Primavera), período de maior consumo digital no país. A Baidu aposta que a funcionalidade vai atrair novos usuários e aumentar o tempo de uso do app, em meio à feroz competição com Alibaba, ByteDance e Tencent.

A empresa já planeja expandir o OpenClaw para e-commerce e serviços financeiros. Analistas veem a jogada como parte da estratégia de Pequim para consolidar liderança na corrida global de IA.

No mesmo sentido, a Alibaba reportou que seu chatbot Qwen processou mais de 120 milhões de pedidos em apenas seis dias no Taobao e no Fliggy, permitindo compras completas sem sair do aplicativo. A integração de IA em apps cotidianos reflete a tendência chinesa de colocar ferramentas avançadas diretamente nas mãos da população.

De acordo com a Statista, o mercado mundial de inteligência artificial deve alcançar US$ 299 bilhões em 2026, crescendo a taxas anuais acima de 35%. Um relatório da McKinsey estima que 37% das empresas globais já adotam agentes autônomos semelhantes ao OpenClaw para automação de tarefas.

No Brasil, o uso de chatbots e assistentes de IA cresceu cerca de 150% entre 2022 e 2023, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABRAII). Ferramentas como o Gemini (Google) e o ChatGPT já estão integradas a buscas e apps locais, mas a escala chinesa impressiona: o país lidera em número de patentes de IA e em investimento estatal no setor.

Desafios de segurança e privacidade

Especialistas em cibersegurança, como a CrowdStrike, alertam para riscos de agentes com acesso amplo a dados pessoais. Ainda assim, a China avança com regulação própria, priorizando soberania tecnológica e evitando dependência de modelos ocidentais.

A jogada da Baidu reforça a narrativa de que a multipolaridade tecnológica ganha força. Enquanto os Estados Unidos impõem restrições a chips e exportações, a China responde acelerando inovações internas e abrindo ferramentas open-source para o mundo.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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