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Exportações americanas de petróleo se aproximam de 300 bilhões de dólares ao ano

Os Estados Unidos exportaram 290,3 bilhões de dólares em petróleo nos doze meses encerrados em janeiro de 2026, somando óleo bruto, derivados refinados e gases. No mesmo período, importaram 196,6 bilhões. O saldo ficou positivo em 93,8 bilhões de dólares. Os dados são do Census Bureau, o instituto de estatísticas do governo americano. Para dimensionar […]

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A vertical oil drilling rig in Midland, Texas, U.S. on Monday, April 4, 2022. West Texas, the proud oil-drilling capital of America, is now also on the cusp of becoming the earthquake capital of America. Photographer: Jordan Vonderhaar/Bloomberg

Os Estados Unidos exportaram 290,3 bilhões de dólares em petróleo nos doze meses encerrados em janeiro de 2026, somando óleo bruto, derivados refinados e gases. No mesmo período, importaram 196,6 bilhões. O saldo ficou positivo em 93,8 bilhões de dólares. Os dados são do Census Bureau, o instituto de estatísticas do governo americano.

Gráfico de exportações e importações de petróleo dos EUA

Para dimensionar o tamanho dessa operação: o Brasil, que virou potência petroleira nos últimos anos, exportou 55,6 bilhões de dólares em petróleo, derivados e gás nos doze meses até fevereiro de 2026. Os Estados Unidos movimentam em petróleo mais de cinco vezes o que o Brasil exporta. A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de óleo bruto, fatura algo em torno de 200 bilhões de dólares por ano com suas vendas externas de petróleo.

Do lado americano, a composição das exportações é diversificada. Dos 290,3 bilhões, o óleo bruto respondeu por 98,6 bilhões de dólares, os derivados refinados por 109,3 bilhões e os gases de petróleo por 82,5 bilhões. Em relação ao ano anterior, o óleo bruto e os derivados caíram, mas os gases subiram quase 30 por cento e seguraram o total.

Esse superávit petroleiro de quase 94 bilhões de dólares ganha um significado novo agora que os Estados Unidos estão em guerra com o Irã e o Estreito de Ormuz está praticamente fechado. Por ali passam cerca de 20 por cento de todo o petróleo consumido no mundo. O barril de Brent, que rondava 60 dólares antes do conflito, chegou a quase 120 dólares e agora oscila acima de 100.

Mas o petróleo é só uma parte da história. Os dados do Census Bureau mostram que a pauta comercial americana está mudando rapidamente em outras frentes.

Nas importações, o grande salto foi dos computadores: de 145,5 bilhões para 264,7 bilhões de dólares em doze meses, alta de 82 por cento. E a origem dessas compras mudou. O México se consolidou como principal fornecedor dos Estados Unidos, com 535,7 bilhões de dólares em vendas totais. A China despencou de 444,6 bilhões para 287,8 bilhões, queda de 35 por cento. Taiwan quase dobrou, indo de 119,1 bilhões para 212 bilhões. O Vietnã subiu de 140 bilhões para 200,4 bilhões.

Nas exportações, fora o petróleo, três produtos chamam atenção. As aeronaves civis, motores e partes renderam 154,3 bilhões de dólares, alta de 22 por cento. Os computadores exportados foram de 41,4 bilhões para 66,2 bilhões, crescimento de 60 por cento. E o ouro disparou de 27,9 bilhões para 89,4 bilhões, mais do que triplicando. As exportações para a Suíça, centro global de negociação de ouro, subiram 214 por cento.

Na relação com o Brasil, os americanos ampliaram o superávit. As exportações para o mercado brasileiro subiram para 54,6 bilhões de dólares, enquanto as importações vindas do Brasil caíram para 39 bilhões. O café segue como importação relevante: os americanos compraram 12,75 bilhões de dólares em café e exportaram apenas 1,1 bilhão.

Fonte: Census Bureau. Valores em dólares correntes. Acumulados de doze meses encerrados em janeiro de 2026.

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