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Oscar 2026: Brasil bate recorde de indicações, mas volta pra casa sem estatuetas

A 98ª edição do Oscar, realizada no domingo, 15 de março de 2026, no Dolby Theatre, em Los Angeles, e apresentada por Conan O’Brien, consagrou o drama “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, como o grande vencedor da noite. O filme levou seis estatuetas, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Já “Pecadores”, […]

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A 98ª edição do Oscar, realizada no domingo, 15 de março de 2026, no Dolby Theatre, em Los Angeles, e apresentada por Conan O’Brien, consagrou o drama “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, como o grande vencedor da noite.

O filme levou seis estatuetas, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Já “Pecadores”, de Ryan Coogler, conquistou quatro prêmios e entrou para a história ao alcançar o recorde de 16 indicações.

O Brasil também marcou presença de forma histórica. O longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, recebeu quatro indicações importantes.

O filme concorreu a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Seleção de Elenco, categoria criada nesta edição. O número de indicações igualou o recorde brasileiro de “Cidade de Deus”, em 2004.

Além disso, o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso foi indicado por seu trabalho em “Sonhos de Trem”. Apesar da expectativa elevada, o Brasil terminou a noite sem estatuetas.

“O Agente Secreto” acabou derrotado em todas as categorias. O prêmio de Melhor Filme Internacional ficou com “Valor Sentimental”, da Noruega, dirigido por Joachim Trier.

Lista dos principais vencedores do Oscar 2026

A seguir estão os principais vencedores da noite.

  • Melhor Filme: “Uma Batalha Após a Outra” (Paul Thomas Anderson)
  • Melhor Diretor: Paul Thomas Anderson – “Uma Batalha Após a Outra”
  • Melhor Ator: Michael B. Jordan – “Pecadores” (“Sinners”)
  • Melhor Atriz: Jessie Buckley – “Hamnet”
  • Melhor Ator Coadjuvante: Sean Penn – “Uma Batalha Após a Outra”
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Amy Madigan – “Weapons”
  • Melhor Roteiro Original: “Pecadores” – Ryan Coogler
  • Melhor Roteiro Adaptado: “Uma Batalha Após a Outra” – Paul Thomas Anderson
  • Melhor Filme Internacional: “Valor Sentimental” – Noruega (Joachim Trier)
  • Melhor Fotografia: “Pecadores” – Autumn Durald Arkapaw
  • Melhor Trilha Original: “Pecadores” – Ludwig Göransson
  • Melhor Canção Original: “Golden” – “KPop Demon Hunters”
  • Melhor Seleção de Elenco: “Uma Batalha Após a Outra” – Cassandra Kulukundis

Entre os destaques gerais da premiação, “Pecadores” liderou a lista de indicações com 16 nomeações. Já “Uma Batalha Após a Outra” terminou a noite com seis estatuetas.

As falas que marcaram a noite

Wagner Moura não venceu o prêmio de Melhor Ator, que ficou com Michael B. Jordan. Ainda assim, o brasileiro ganhou destaque ao subir ao palco como apresentador da nova categoria de Melhor Seleção de Elenco.

Durante a apresentação, ele fez um discurso em português elogiando o diretor de elenco brasileiro Gabriel Domingues.

“O Agente Secreto” se passa no Brasil do fim dos anos 1970. Gabriel Domingues teve que preencher o filme com pessoas que tinham o rosto que parecia pertencer àquela época. Você, Gabriel, usou sua técnica para moldar um mundo inteiro. E por isso, eu digo: parabéns!

O momento gerou aplausos e repercutiu nas redes sociais. Moura também viralizou ao comentar, no tapete vermelho, que uma vitória “faria história para jovens latino-americanos”.

Kleber Mendonça Filho também falou à imprensa durante a cerimônia. O diretor destacou o significado da presença brasileira entre os indicados.

“É um momento de grande festa para o cinema brasileiro. Não tenho pretensão de ensinar nada pra ninguém.”

O cineasta lembrou que “O Agente Secreto”, ambientado no Brasil da ditadura militar, é resultado de um longo processo de trabalho. Após a derrota, disse estar orgulhoso do percurso do filme.

O que disseram os críticos

“O Agente Secreto” chegou à premiação com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes. O índice colocou o longa entre os filmes mais bem avaliados entre os indicados a Melhor Filme.

Críticos elogiaram a direção de Kleber Mendonça Filho, a atuação de Wagner Moura e a reconstrução histórica do Brasil dos anos 1970. A indicação de Moura também entrou para a história.

Ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator. No Brasil, sessões públicas do Oscar foram marcadas por misto de frustração e orgulho.

Apesar da derrota, muitos espectadores celebraram o reconhecimento internacional do filme. Para parte do público, o resultado gerou protestos bem-humorados e gritos de “marmelada”.

O Oscar e o cinema brasileiro

Criado em 1929 pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar é considerado o prêmio mais prestigiado da indústria do cinema. A cerimônia de 2026 durou cerca de 3h45 e trouxe novidades, como a criação da categoria de Melhor Seleção de Elenco.

Para o Brasil, foi a edição mais “brasileira” da história da premiação. O país teve cinco indicações no total: quatro para “O Agente Secreto” e uma para fotografia.

Ao longo da história, 16 produções ou coproduções brasileiras já foram indicadas ao Oscar. “Cidade de Deus”, em 2004, havia sido até então o caso mais emblemático.

Em 2025, o Brasil conquistou seu primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional com “Ainda Estou Aqui”. A presença de “O Agente Secreto” entre os principais indicados reforça o momento de visibilidade do cinema brasileiro no exterior.

Wagner Moura resumiu o clima da noite com humor. “É muito bom não ter a pressão de achar que vou ganhar.”

Kleber Mendonça Filho, por sua vez, já declarou que pensa em novos projetos. O Brasil pode não ter levado a estatueta, mas voltou da cerimônia com maior reconhecimento internacional.

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Comentários

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efrem

16/03/2026 - 11h08

Até as premiaçoes para os Oscar os brasilioides conseguiram transformar em um palhaçada de terceiro mundo,é inacreditavel
como tudo vire um circo patetico no Brasil.


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