Conviver durante 34 anos com uma dor intensa e ser constantemente informada de que isso é ‘normal’ — essa foi a realidade de uma mulher que, após décadas de sofrimento, finalmente descobriu que estava lidando com sintomas de uma condição chamada endometriose. Esta situação não é isolada. Muitas mulheres enfrentam sintomas que são frequentemente minimizados, o que pode atrasar o diagnóstico por anos. A endometriose, que causa cólicas severas, sangramentos intensos e dor pélvica, não deve ser considerada uma parte ‘normal’ do ciclo menstrual.
O relatório de ressonância magnética indicou que ela provavelmente tinha endometriose profunda na pelve. Isso a pegou de surpresa, pois o exame havia sido solicitado para investigar uma dor intensa no cóccix. Durante anos, ela lidou com cólicas menstruais dolorosas, sangramento intenso e, sem saber, estava enfrentando sintomas de endometriose. Receber o diagnóstico correto e o tratamento adequado fez uma diferença incrível em sua qualidade de vida.
Nos últimos dois anos, sua saúde passou por altos e baixos. Ela foi diagnosticada com lipedema e Síndrome de May-Thurner, uma condição em que a veia ilíaca esquerda é comprimida pela artéria ilíaca direita, podendo causar coágulos sanguíneos fatais. Além disso, passou por tratamentos com especialistas ginecológicos e fisioterapia pélvica para dores vulvares. Foi então que decidiu procurar um especialista em endometriose.
A Dra. Kelsey Kossl, cirurgiã ginecológica da NYU, analisou suas imagens de ressonância magnética e explicou que ela tinha um mioma uterino que estava causando sangramentos intensos. A conversa então se voltou para a possível endometriose. A endometriose é uma doença crônica e dolorosa em que o tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora do útero, frequentemente em órgãos pélvicos como ovários e trompas de falópio. O diagnóstico adequado e o tratamento podem reduzir dramaticamente a dor e melhorar a qualidade de vida.
Durante anos, seus períodos foram dolorosos e irregulares, mas nos últimos dois anos, as cólicas se intensificaram e o fluxo aumentou, durando de sete a oito dias. Ela também sofria de dores abdominais severas duas semanas antes de cada ciclo. As dores nas costas eram constantes e, em seus 20 anos, pioraram a ponto de buscar ajuda médica. No entanto, os médicos frequentemente minimizavam seus sintomas, sugerindo que eram normais.
Há cerca de oito anos, ela começou a ter sangramentos entre os ciclos e inchaços severos. Após pesquisar online, suspeitou de SOP ou câncer de ovário, mas ao discutir isso com seu médico, foi desencorajada a fazer testes. A situação só mudou quando ela encontrou a Dra. Kossl, que estava disposta a ouvir e investigar mais a fundo.
A Woman’s World relatou que há um atraso médio de oito anos do início dos sintomas até o diagnóstico de endometriose. Fatores como cólicas menstruais na adolescência, normalização da dor e atitudes de profissionais de saúde contribuem para esse atraso. Felizmente, encontrar o médico certo, que realmente escuta e está disposto a realizar testes, pode mudar tudo.
Após a cirurgia, a mulher percebeu uma melhora significativa. A dor no cóccix desapareceu, e seu ciclo menstrual se tornou menos intenso e doloroso. Essa experiência ressaltou a importância de defender a própria saúde e buscar respostas quando algo parece errado. A Dra. Kossl enfatiza que a dor não é normal e encoraja as mulheres a procurarem especialistas e explorarem intervenções que possam restaurar sua qualidade de vida.


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