O embaixador da República Islâmica do Irã afirmou perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas que a construção de uma segurança coletiva genuína no Oeste Asiático depende de uma resposta unificada capaz de enfrentar o que Teerã considera a principal fonte de instabilidade na região: Israel.
Segundo o diplomata, o país ocupa ilegalmente territórios palestinos e viola reiteradamente o direito internacional, configurando uma ameaça persistente à paz e à segurança internacionais.
Durante sua intervenção, o representante iraniano descreveu a situação em Gaza como devastadora, acusando Israel de violar o cessar-fogo por meio de ataques militares contínuos. O diplomata afirmou que bloqueios severos à entrada de ajuda humanitária aprofundam a fome e o sofrimento da população civil, perpetuando a ocupação e a instabilidade em toda a região.
O Irã declarou apoiar todos os esforços credíveis para encerrar o sofrimento do povo palestino. A posição de Teerã defende que qualquer solução duradoura para Gaza deve incluir cessar-fogo permanente, retirada total das forças ocupantes e livre acesso humanitário irrestrito.
O embaixador enfatizou que a autodeterminação dos palestinos é um direito inalienável. Afirmou ainda que os responsáveis por crimes de guerra e crimes contra a humanidade devem ser responsabilizados perante o direito internacional.
O representante iraniano ampliou as críticas ao afirmar que a agressão israelense não se limita aos territórios palestinos ocupados, estendendo-se também à Síria e ao Líbano. Ele citou a ocupação ilegal das Colinas de Golã e as repetidas violações da soberania libanesa como exemplos concretos de ações que desestabilizam toda a região.
O diplomata pediu que o Conselho de Segurança aja de forma decisiva para obrigar Israel a respeitar o cessar-fogo no Líbano e a cessar imediatamente os ataques contra civis e infraestrutura civil. Segundo o embaixador, a omissão do Conselho diante dessas violações compromete a credibilidade do próprio organismo multilateral.
O discurso iraniano também incluiu acusações diretas aos Estados Unidos, a quem o embaixador responsabilizou por cumplicidade ativa nas ações militares israelenses na região. O diplomata afirmou que Washington e Tel Aviv atuam em conjunto para desestabilizar o Oriente Médio, violando normas fundamentais do direito internacional e ignorando resoluções da própria ONU.
O representante de Teerã rejeitou acusações contra o Irã, afirmando que determinados países tentam desviar a atenção das causas reais da crise regional. Ele classificou Israel como um Estado que opera fora das normas do direito internacional e que continua a ameaçar a estabilidade de toda a região.
Conforme destacou o portal Mehr News, o embaixador encerrou sua fala afirmando que Israel, como potência ocupante e agressora, carece de legitimidade moral e política para acusar outros Estados-membros da ONU. O pronunciamento reforça a posição de Teerã de que a defesa da soberania e do direito internacional é condição indispensável para romper o ciclo de violência que assola o Oriente Médio.
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