O barril Brent dispara mais de 6% e encosta em US$ 125 depois que Donald Trump confirmou a manutenção do bloqueio naval aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, conforme apurou o G1. O WTI alcança US$ 109 e, embora tenha havido correção pontual, a curva futura continua acima de US$ 110 até agosto, sinalizando prêmio de risco estrutural.
O aperto na oferta se soma ao impasse dentro da Opep+. Rumores de que os Emirados Árabes pensam em deixar o cartel, noticiados pela Revista Sociedade Militar, expõem a perda de coesão do bloco e elevam a volatilidade. Com o Irã fechando Hormuz e o Iraque reduzindo embarques por questões de segurança, quase 20% do trade marítimo global de petróleo fica travado.
Uma das poucas válvulas de alívio vem da Venezuela: as exportações saltam 14% em abril, para 1,23 milhão de barris por dia, maior nível desde 2018, segundo dados citados pela OilPrice. Washington autorizou Chevron e outras casas de trading a ampliar compras, recolocando barris pesados em refinarias do Golfo do México e da Índia.
No Brasil, cada avanço de US$ 10 no Brent adiciona cerca de R$ 0,40 ao preço de paridade do diesel, calcula a Abicom. Com o Brent em três dígitos, a defasagem na bomba supera 12% e reacende pressões políticas. O governo Lula discute a reativação do fundo de estabilização, enquanto a Petrobras reafirma que manterá investimentos de US$ 102 bilhões no pré-sal, mesmo com eventual flexibilização de preços.
Para o caixa da União e dos estados produtores, royalties e participações especiais ganham impulso imediato. Já o Banco Central monitora o repasse ao IPCA, temendo contaminação das expectativas. Em um mercado cada vez mais multipolar, a combinação de bloqueio em Hormuz, Opep+ fragmentada e reentrada venezuelana redefine fluxos globais — e o Brasil tenta equilibrar ganhos externos com a proteção do bolso do consumidor.
Com informações de fonte original.
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Jeferson da Silva
01/05/2026
Ricardo, você até tenta ser técnico, mas esquece que essa tal “paridade de preços” foi invenção do Temer e do Paulo Guedes pra entregar o petróleo brasileiro de bandeja pro acionista estrangeiro. O Brent dispara e quem paga o pato é o povo no posto e a indústria nacional. Cadê a política de preços que defenda o Brasil? Ou vamos continuar sendo reféns de especulador de Wall Street?
Lurdinha Deus Acima de Todos
01/05/2026
Ah, lá vem o Trump de novo querendo fechar as igrejas e agora quebrar a Petrobras, é o fim dos tempos mesmo, amém 🙏🇧🇷
Ricardo Almeida
01/05/2026
Lurdinha, com todo respeito, mas misturar fechamento de igrejas com preço do Brent é um salto lógico que nem a Física Quântica explica. A paridade de preços da Petrobras é uma política discutível, mas atribuir ao Trump uma suposta “quebra” da estatal ignora que o mercado de petróleo responde a variáveis geopolíticas e especulativas, não a uma cruzada pessoal contra o Brasil.