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Fonteles pressiona Lula a reapresentar Messias ao STF e expõe racha na base aliada

42 Comentários🗣️🔥 O governador do Piauí, Rafael Fonteles, cumprimenta o presidente Lula. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br) O governador do Piauí, Rafael Fonteles, intensificou a pressão sobre o Planalto ao pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reapresente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. O apelo foi publicado […]

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O governador do Piauí, Rafael Fonteles, cumprimenta o presidente Lula. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, intensificou a pressão sobre o Planalto ao pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reapresente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.

O apelo foi publicado na rede X e reage diretamente à derrota de Messias no plenário do Senado, onde ele recebeu 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis. O resultado surpreendeu o Palácio do Planalto, já que o nome havia sido aprovado previamente na Comissão de Constituição e Justiça, segundo o Diário do Centro do Mundo.

No texto publicado, Fonteles afirmou que a sabatina de Messias demonstrou de forma brilhante todos os requisitos exigidos para o cargo. O governador atribuiu o revés a uma insatisfação velada de senadores que integram a própria base governista, deixando evidente a falha na articulação política do Executivo.

A manifestação expõe fissuras profundas na relação entre o governo e o Legislativo. Parlamentares alinhados ao Planalto não seguiram a orientação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e decidiram derrubar a indicação. O episódio gerou cobranças internas por ajustes na Secretaria de Relações Institucionais, comandada pelo ministro Alexandre Padilha.

Além de defender as credenciais técnicas do advogado-geral, Fonteles alertou para o risco de o Nordeste ficar novamente sem representação na mais alta corte do país caso o governo opte por outro nome. O argumento ecoa queixas históricas de governadores nordestinos, que denunciam um desequilíbrio regional na composição do STF, dominado por magistrados oriundos do Sul e do Sudeste.

A reapresentação de Messias, contudo, esbarra em um obstáculo formal de peso: o Ato da Mesa n.º 1 de 2010 impede que um nome rejeitado volte a ser apreciado na mesma sessão legislativa, que se encerra em dezembro. Fonteles sustentou, porém, que o próprio Senado pode contornar a trava mediante mudança regimental ou aprovação de projeto de resolução.

Aliados de Lula enxergam na proposta uma dupla utilidade política: manteria viva a candidatura de Messias e, ao mesmo tempo, forçaria o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, a compartilhar o ônus de solucionar o impasse. Integrantes do Palácio do Planalto, entretanto, receiam que uma nova investida fracassada agrave a crise com o Legislativo e corroa a autoridade do governo em votações decisivas sobre pautas econômicas.

O cenário coloca Lula diante de uma escolha delicada: bancar o confronto institucional proposto por Fonteles ou abrir a corrida interna por um nome substituto. O governo avalia os próximos passos com cautela, ciente de que qualquer movimento precipitado pode ampliar o desgaste político já acumulado com a derrota na sabatina.


Leia também: Jaques Wagner expõe atrito entre Alcolumbre e Lula sobre indicação de Messias ao STF


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Comentários

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Carlos Rocha

03/05/2026

Mais um capítulo dessa novela de sempre: enquanto o país quebra, eles brigam por cadeira no STF. Enquanto isso, o contribuinte paga a conta de um Estado inchado que não entrega serviço básico. Querem menos política e mais gestão — mas aí não interessa a essa turma.

João Batista

03/05/2026

Paula Santos tocou num ponto crucial: o Brasil precisa de juízes tementes a Deus, e não de indicações puramente políticas. Enquanto essa esquerda briga por cargos no STF, o país afunda na imoralidade e no desrespeito à vida desde a concepção. Que venha um ministro que coloque a Bíblia acima dos interesses partidários.

    Marta

    03/05/2026

    João Batista, meu filho, senta aqui que a vovó professora vai te dar uma aula de história constitucional. Você fala em “juízes tementes a Deus” como se o STF fosse uma igreja e não a mais alta corte de um Estado laico. O Brasil não é uma teocracia, graças a Deus — com todo respeito ao divino. A Constituição de 1988, que você deveria ler com atenção, garante liberdade religiosa justamente para que ninguém imponha sua crença pessoal sobre os direitos dos outros. Quando você pede um ministro que coloque a Bíblia acima da Constituição, você está pedindo, na prática, para que judeus, muçulmanos, ateus, espíritas e católicos de vertentes diferentes sejam julgados por uma interpretação religiosa que não é universal. Isso não é moralidade, é autoritarismo travestido de piedade.

    Você reclama de “indicações puramente políticas”, mas me diga: qual indicação para o STF desde a redemocratização não foi política? O Collor indicou o Marco Aurélio Mello, o FHC indicou o Nelson Jobim e a Ellen Gracie, o Lula indicou o Joaquim Barbosa e o Dias Toffoli, a Dilma indicou o Luís Roberto Barroso, o Temer indicou o Alexandre de Moraes. Todos foram escolhidos por presidentes, com perfil que atendia a um projeto de país. A diferença é que os ministros indicados pela direita nunca foram questionados como “políticos” — só os da esquerda é que são acusados de partidarismo. E sobre “imoralidade” e “desrespeito à vida desde a concepção”: você está confundindo moral religiosa com moral pública. O STF não está ali para defender a sua crença particular sobre quando a vida começa, mas para garantir que mulheres pobres não morram em clínicas clandestinas enquanto ricas viajam para abortar no exterior. Isso sim é respeito à vida — a vida das que já nasceram, João.

    Agora, sobre esse tal “racha na base aliada” que o artigo menciona: isso é política, meu filho. Política é debate, é pressão, é negociação. O Fonteles está fazendo o papel dele, que é defender um nome para o STF. O Lula está fazendo o papel dele, que é ouvir a base e tomar a decisão que achar melhor para o país. Isso não é “novela”, é democracia funcionando. O que seria preocupante é se não houvesse debate, se todo mundo batesse cabeça sem questionar. Você prefere um governo onde ninguém discorda? Isso se chama ditadura. Enquanto isso, o Brasil precisa de juízes que conheçam a realidade do povo, que saibam o que é esperar num corredor de hospital público, que entendam de reforma agrária e de direitos trabalhistas. Não de juízes que acham que solução para tudo é “ler a Bíblia” e ignorar 200 anos de iluminismo jurídico.

    Por fim, deixa eu te contar uma coisa: eu fui professora de história por 35 anos na rede estadual de Minas. Dei aula para filho de pastor, de evangélico, de católico, de espírita, de ateu. E sabe o que aprendi? Que o Brasil só vai pra frente quando a gente separa o que é de César do que é de Deus. O STF não é púlpito, é tribunal. Se você quer um juiz que pregue, vá para uma igreja. Se você quer um juiz que julgue com justiça social, lute para que ele entenda de Constituição, de direitos humanos e de desigualdade estrutural. Agora, falar em “juiz temente a Deus” como requisito para o cargo é, no mínimo, um desserviço à democracia. E, com todo respeito, uma baita falta de noção histórica. Beijo no coração, menino.

Paula Santos

03/05/2026

Cecília e Marina, cada uma tem um ponto importante. Mas fico pensando: será que não dá pra ter um juiz no STF que una competência técnica com temor a Deus? O que o Brasil precisa mesmo é de homens e mulheres íntegros em todos os poderes, não de briga por indicação política. Que Deus ilumine essa escolha.

Beto Engenheiro

03/05/2026

Pelo amor de Deus, enquanto essa turma briga por cargo no STF, o Brasil precisa é de obra. Cadê o PAC? Cadê a ferrovia que liga o Norte ao Sudeste? Enquanto isso, a burocracia só cresce e a infraestrutura continua no papel.

Cíntia Alves

03/05/2026

Fonteles pressionando Lula por vaga no STF parece mais novela política do que governo de verdade. Enquanto isso, a galera que votou esperando reforma estrutural fica vendo esse toma-lá-dá-cá de sempre. Cadê a pressão por pautas que realmente mexem com o dia a dia da população?

Marina Costa

03/05/2026

Cecília, a fila do SUS é triste mesmo, mas o problema não é só cargo no STF, é a falta de Deus e de valores na gestão pública. Enquanto essa turma briga por poder, a família tradicional desaba e ninguém fala em proteger a vida desde a concepção. O Brasil precisa de juízes tementes a Deus, não de politicagem.

Cecília Ramos

03/05/2026

Gente, pelo amor de Deus, enquanto a esquerda briga por cargo no STF, a fila do SUS só aumenta e o povo pobre morre esperando vaga na UTI. Cadê a pressão por justiça social de verdade, com políticas públicas e direitos humanos, em vez de disputa por cadeira vitalícia?

João Augusto

03/05/2026

O Lucas Pinto tem razão ao desnudar o jogo de classes por trás dessa coreografia institucional. A pressão de Fonteles não é um racha fortuito; é a explicitação de que a velha política de aparelhamento do Estado, que Gramsci chamaria de hegemonia pelo baixo clero, segue intacta. Enquanto a esquerda troca gentilezas sobre cadeiras vitalícias, a gasolina e o arroz continuam subindo para quem não tem padrinho no STF.

Lucas Pinto

03/05/2026

Ronaldo Silva, seu comentário é o mais honesto aqui, porque escancara a farsa sem floreios. Enquanto a Cíntia Ribeiro fala em “previsibilidade institucional” como se isso fosse um conceito abstrato pairando acima das classes, a verdade é que o STF nunca foi outra coisa senão um campo de batalha da hegemonia burguesa. O que estamos vendo não é um racha na base aliada, é a explicitação de que o Estado brasileiro opera como uma arena onde frações da elite ajustam suas contas. Fonteles não está “pressionando Lula” por idealismo jurídico; ele está defendendo os interesses de sua própria facção dentro do bloco no poder, usando a vaga no STF como moeda de troca para garantir governabilidade e acesso a recursos.

A Beatriz Lima tocou num ponto que merece aprofundamento: essa novela não é sobre interpretação constitucional, é sobre controle do aparelho de Estado. Gramsci já dizia que a hegemonia não se mantém só pela força, mas pelo consenso fabricado nas instituições. O STF é o ápice desse consenso fabricado — um tribunal que se veste de neutralidade enquanto decide sobre a vida de milhões a portas fechadas. Quando um governador do PT pressiona por um nome ligado ao partido, ele está apenas sendo mais honesto que a média: não existe “indicação técnica” num regime de classes. Existe disputa por hegemonia, e quem nega isso ou é ingênuo ou está de má-fé.

O mais revelador, no entanto, é o silêncio sobre o conteúdo político de Jorge Messias. Ninguém pergunta: o que esse sujeito pensa sobre a lei de segurança nacional? Sobre a reforma trabalhista? Sobre a criminalização dos movimentos sociais? Não, porque isso não interessa. O que interessa é se ele é “confiável” para a base aliada, ou seja, se vai votar a favor dos acordões que mantêm o establishment de pé. É a política do fisiologismo elevada à enésima potência, travestida de “diálogo republicano”.

E enquanto isso, o povo — como você bem lembrou, Ronaldo — continua pagando a conta. A gasolina sobe, o arroz sobe, e a esquerda institucional debate quem vai ocupar a cadeira vitalícia para garantir que nada mude estruturalmente. Não me venham com “previsibilidade” ou “governabilidade”. O que está em jogo é a reprodução de um Estado que serve ao capital, independentemente de quem senta na cadeira. A única saída real seria a extinção desse modelo de tribunal constitucional como instância de poder acima do voto popular, mas isso exigiria uma ruptura que nem Lula nem Fonteles têm coragem de sequer cogitar.

Ronaldo Silva

03/05/2026

Pois é, mais briga por cargo no STF. Enquanto isso, a gasolina não baixa, o arroz sobe e a gente aqui pagando imposto pra ver político trocando favor. Esse povo não cansa de dividir o butim, e o povo que se vire.

Cíntia Ribeiro

03/05/2026

A Beatriz tem razão, é mais um capítulo da mesma novela. Mas o que me preocupa como cientista política é ver um governador pautando a agenda do presidente numa indicação vitalícia para o STF. Isso fragiliza ainda mais a já combalida previsibilidade institucional que o país precisa.

Beatriz Lima

03/05/2026

Ah, sim, mais um capítulo da novela “Quem senta na cadeira vitalícia?”. Fonteles pressionando Lula para empurrar o Messias ao STF é aquele tipo de movimento que só reforça o que a Vanessa tentou amenizar: a briga não é por interpretação constitucional, é por controle de narrativa e, principalmente, por lealdade pessoal. O governador do Piauí não está defendendo um jurista iluminado — está cobrando o pagamento de um acordo político que provavelmente envolveu apoio em eleições passadas. O problema não é o nome, é o método.

A Maria Antonia acertou em cheio ao chamar de fisiologismo, mas acho que ela ainda foi generosa. O que estamos vendo é o PT reproduzindo o mesmo modus operandi que sempre criticou no centrão: usar o Estado como balcão de negócios. A diferença é que agora o balcão é o STF, e a moeda de troca é uma vaga que deveria ser preenchida com base em critérios técnicos e independência, não em pressão de governador via rede social. Se o Lula ceder, vai estar dizendo que o STF é apenas mais um prêmio de consolação para aliados.

O João Silva tentou deslocar o debate para a “base”, mas aí ele cai no mesmo erro romântico de achar que o PT ainda tem uma base orgânica que dita as regras. A base real do PT hoje é o pragmatismo eleitoral: alianças com quem tiver mais votos, cargos para quem trouxer mais prefeituras. Fonteles não está representando o “povo trabalhador” — está representando o próprio projeto de poder no Piauí. Se a esquerda não consegue nem nomear um ministro do STF sem parecer que está pagando pedágio, como quer convencer alguém de que tem um projeto de país diferente do que está aí?

No fim, o que me irrita nessa discussão é a falta de dados concretos. Alguém já viu uma análise comparativa séria dos currículos dos potenciais indicados? Alguém já exigiu que o Lula explicasse publicamente os critérios para a escolha? Não. Ficamos todos debatendo achismos e lealdades partidárias enquanto o STF, que decide sobre liberdade de expressão, direitos trabalhistas e até regras eleitorais, vira moeda de troca em um racha que mal saiu do forno. Se o Brasil fosse uma empresa, os acionistas já teriam pedido a cabeça do CEO. Mas aqui a gente só espera o próximo capítulo.

Ahmed El-Sayed

03/05/2026

Ronaldo Pereira, você tocou num ponto certeiro: a briga por cadeira no STF é sintoma de um Estado que perdeu a bússola moral. Enquanto secularistas e fisiológicos disputam poder, a tradição e a família ficam em segundo plano. O Brasil precisa de juízes que defendam valores, não de advogados de partido.

Maria Antonia

03/05/2026

Vanessa, você tocou num ponto importante, mas a real é que essa briga toda só escancara o quanto o PT trata o STF como extensão do partido. Messias pode até ter currículo, mas indicá-lo sob pressão de governador é fisiologismo puro. O mercado quer previsibilidade, não um Supremo escolhido a dedo pra agradar base aliada rachada. Menos estado, mais mérito.

    João Silva

    03/05/2026

    Maria Antonia, o problema não é o STF ser extensão do partido, mas o STF ser extensão de um projeto de poder que ignora a base. Se o PT negocia cadeira no Supremo como moeda de troca com governador, isso só confirma que a tal “previsibilidade” que o mercado quer é a mesma velha dança das cadeiras. Mérito sem consciência de classe é só meritocracia de gabinete.

Vanessa Silva

03/05/2026

Ronaldo, você tem um ponto válido sobre a repetição do jogo de poder, mas acho que a discussão precisa de mais nuance. Indicar para o STF não é simplesmente “briga por cargo”, é definir a interpretação das leis que vão regular a vida do trabalhador e do empresário pelos próximos 30 anos. O problema não é a indicação em si, é a falta de um critério técnico claro que evite esse toma-lá-dá-cá político que a gente vê em todo governo.

Ronaldo Pereira

03/05/2026

Enquanto a turma do andar de cima briga por cadeira no STF, o chão de fábrica continua pagando a conta. Já vi essa novela antes: nos anos 90 era o FHC indicando banqueiro, agora é o PT indicando advogado-geral. Troca de nome, mas a essência é a mesma — o povo trabalhador segue sem representação real na Corte. Cadê a vaga para alguém que já sentou no banco dos réus por greve?

Sofia García

03/05/2026

gente pelo amor, o brasil inteiro discutindo se o messias vai ou não pro STF e o povo na fila do osso. parece até que tão escolhendo o novo líder do recreio, mas a real é que a base aliada tá mais rachada que meu celular depois de cair no chão. Fonteles forçando a barra e Lula fazendo cara de paisagem, clássico.

Maria Aparecida

03/05/2026

Gente, pelo amor de Deus, o povo tá passando fome e o PT briga por cargo no STF como se fosse a única coisa que importa. Messias pode ser até crente, mas justiça de verdade é garantir que o pobre tenha o que comer, não disputar cadeira no Supremo. Enquanto isso, o agro e os banqueiros seguem rindo à toa.

Carlos Meirelles

03/05/2026

Enquanto o PT briga por cadeira no STF, o emprego não aparece, o imposto não cai e a conta de luz só sobe. Messias pode até ser um bom nome, mas essa novela só prova que o governo troca o país real por disputa de poder. O brasileiro que paga imposto tá cansado de ver o Estado se preocupar mais com o próprio umbigo do que com quem trabalha.

Letícia Fernandes

03/05/2026

A leitura atenta desta thread revela algo que a velha política jamais compreenderá: a disputa em torno de uma cadeira no STF não é um mero capricho de bastidor, mas a expressão mais cristalina da luta de classes no interior do Estado burguês. Enquanto Marcus e seus pares invocam um “temor a Deus” que nunca existiu fora dos púlpitos financiados pelo agronegócio, a verdade é que o Supremo funciona como o grande conselho de administração da ordem do capital. A pressão de Fonteles sobre Lula não expõe um “racha” – expõe a normalidade do jogo: facções da burguesia interna disputam hegemonia para garantir que a superestrutura jurídica continue a servir ao capital, seja ele industrial, financeiro ou do agro. Jorge Messias é apenas a peça mais visível de um tabuleiro onde o povo trabalhador jamais sentou à mesa.

O desespero de Marcus ao falar em “família se desintegrando” é sintomático de uma neurose pequeno-burguesa que precisa de um inimigo externo – a “agenda progressista” – para não encarar o verdadeiro algoz: a precarização estrutural do trabalho que despedaça qualquer possibilidade de vida familiar digna. Enquanto o STF julga se a reforma trabalhista é constitucional ou se a terceirização irrestrita pode avançar, a família real da classe trabalhadora se desfaz não por causa de pautas de costumes, mas porque o salário mínimo não cobre o aluguel e a jornada 6×1 consome o tempo de existir. O “ativismo judicial” que persegue cristãos é uma fantasia; o ativismo que persegue sindicalistas e criminaliza movimentos sociais, esse sim, é real e opera todos os dias nas câmaras do Supremo.

Fernanda Oliveira toca num ponto interessante ao denunciar o lobby aberto como desgaste da “independência” do STF. Mas é preciso radicalizar essa crítica: a independência do Judiciário é um dos mitos fundadores da democracia burguesa. O tribunal não é independente do capital – ele é independente apenas da vontade popular. A escolha de um ministro não deveria ser uma negociação entre governadores e presidente, mas sim o resultado de um processo que submeta o indicado ao escrutínio público sobre seu compromisso com os interesses da maioria trabalhadora. Enquanto isso não acontece, o que vemos é a eterna dança das cadeiras entre as frações da elite, e o povo assiste, como sempre, pela janela.

O que me causa uma pena quase clínica é ver Luizinho 16 tentar contrapor o “deus mercado” ao temor divino, como se houvesse qualquer diferença substancial entre ambos. O mercado é a teologia secularizada do capitalismo, e seus sacerdotes – os juristas do STF – interpretam seus dogmas com a mesma fé cega que qualquer fundamentalista. A verdadeira questão, que ninguém nesta thread ousa formular, é: por que a escolha de um ministro do Supremo continua sendo um assunto para meia dúzia de políticos e juristas, enquanto milhões de brasileiros que serão diretamente afetados por suas decisões não têm voz alguma no processo? Enquanto a esquerda institucional perder tempo com esse jogo de nomeações, a direita real, aquela que não precisa de Deus nem de Messias, segue desmontando direitos trabalhistas e ambientais pelas mãos dos mesmos ministros que amanhã podem ser indicados por Lula ou por quem quer que ocupe o Planalto.

Fernanda Oliveira

03/05/2026

Essa pressão do Fonteles só escancara o que todo mundo já sabe: a escolha para o STF virou moeda de troca entre as facções do PT. Messias pode até ter méritos, mas a forma como estão fazendo lobby aberto desgasta a imagem de independência que o Supremo deveria ter. Enquanto isso, o governo tenta vender união enquanto os aliados se estapeiam nos bastidores.

Marcus Almeida

03/05/2026

Lucas Andrade, você tem toda razão. Enquanto essa turma briga por cargo no STF, o brasileiro de bem tá vendo a família se desintegrar com a agenda progressista que esse governo empurra goela abaixo. Messias no Supremo? Mais um braço do ativismo judicial que persegue cristão e destrói os valores que sustentam essa nação. O Brasil precisa é de juízes que temam a Deus, não de cabos eleitorais do PT.

    Caio Vieira

    03/05/2026

    Marcus, seu apelo a um “juiz que tema a Deus” revela uma curiosa teologia política que confunde fé com projeto de classe. A verdadeira desintegração da família brasileira não vem de supostas agendas progressistas, mas da precarização do trabalho e da ausência de políticas públicas que garantam dignidade ao povo trabalhador. Enquanto a direita clama por um Estado mínimo para os pobres e máximo para os seus privilégios, a esquerda luta por um Judiciário que não seja nem cabo eleitoral de ninguém, nem braço de uma teocracia que sempre esteve ao lado dos patrões contra os oprimidos.

    Luizinho 16

    03/05/2026

    Marcus, o único “temor a Deus” que sustenta esse país é o medo do povo trabalhador de ser esmagado pelo seu deus mercado e pelos seus patrões evangélicos.

Pedro Neto

03/05/2026

Faz o L, agora chora na cama quentinha enquanto o povo paga a conta.

    Lucas Andrade

    03/05/2026

    Pedro Neto, seu cinismo é a voz do conforto que nunca precisou escolher entre pagar o aluguel ou comprar remédio. Enquanto você reduz a política a um meme, a disputa pelo STF escancara justamente quem paga a conta do seu ar condicionado.

Ricardo Menezes

03/05/2026

Mais um capítulo da novela “balcão de empregos do PT”. Enquanto o país quebra, eles estão preocupados em colocar o amigo deles no STF. Imposto nas alturas, burocracia matando pequeno empresário e esses parasitas só pensam em apadrinhamento político. Brasil precisa é de menos Estado e mais liberdade econômica.

    Pedro Almeida

    03/05/2026

    Ricardo, sua indignação com a carga tributária é legítima, mas reduzir a disputa pelo STF a um mero balcão de empregos partidários é jogar fora a criança com a água do banho. Desde Maquiavel sabemos que toda nomeação para um cargo de poder reflete um projeto político; a questão não é se haverá indicação, mas qual visão de Estado e de direitos ela carrega. Menos Estado não significa automaticamente mais liberdade para todos — significa, historicamente, mais liberdade para quem já tem capital e menos proteção para quem depende de serviços públicos.

    Augusto Silva

    03/05/2026

    Ricardo, querido, “menos Estado e mais liberdade econômica” é o mantra que nos trouxe a Selic a 13,75% no governo anterior e uma dívida bruta que só não explodiu porque o BC segurou a bomba. Enquanto isso, o Brasil quebrou mesmo foi em 2016, quando o PIB caiu 3,5% e a taxa de desemprego bateu 13,7% — e adivinha quem estava governando? Liberdade econômica sem regulação é só o paraíso do rentista, meu caro.

    Jeferson da Silva

    03/05/2026

    Ricardo, liberdade econômica sem proteção trabalhista é o nome bonito que deram pra voltar ao tempo em que o cara trabalha 14 horas por dia sem carteira assinada e ainda acha que é empreendedor. Vem passar um mês na porta de fábrica com a gente pra ver se o “menos Estado” paga teu vale-transporte quando a empresa quebra.

    Paulo Ribeiro

    03/05/2026

    Ricardo, sua indignação seletiva é um exercício interessante de memória curta. Enquanto você denuncia um suposto “balcão de empregos do PT”, parece esquecer que o STF foi composto, nos últimos anos, por indicações de presidentes que representavam o exato projeto de “menos Estado e mais liberdade econômica” que você defende. O ministro Kassio Nunes Marques, por exemplo, foi uma indicação de Jair Bolsonaro, um presidente que, aliás, nomeou dois ministros para a Corte e ainda tentou emplacar um terceiro, desrespeitando a lista tríplice do STF. Onde estava sua crítica à “novela do balcão de empregos” naquela ocasião? A verdade é que toda nomeação para um cargo de poder, seja no STF, no Banco Central ou em uma estatal, reflete um projeto político. A diferença é que, quando a esquerda indica alguém, o debate é sobre a trajetória e a visão de mundo do indicado; quando a direita indica, o debate é sobre “apadrinhamento”. Isso não é isonomia, é hipocrisia.

    Quanto à sua defesa do “menos Estado”, permita-me citar Gramsci: a hegemonia de uma classe não se mantém apenas pela força, mas pelo convencimento de que seus interesses particulares são universais. O discurso do “Estado mínimo” é o cavalo de Troia do capitalismo financeiro. Quando o Estado se retira, quem ocupa o vácuo? Não é o pequeno empresário que você diz defender, mas sim os grandes conglomerados que têm capital para comprar influência, terceirizar riscos e externalizar custos. O “menos Estado” que você prega significa, na prática, menos direitos trabalhistas, menos regulação ambiental, menos investimento em saúde e educação pública. E quem paga a conta? O povo trabalhador, que vê o preço da gasolina subir não por causa de imposto, mas porque a Petrobras, sob a política de paridade de preços internacionais que o governo anterior manteve, repassava integralmente as oscilações do barril de petróleo para o consumidor brasileiro. O imposto é apenas a parte visível de uma engrenagem muito mais perversa.

    Por fim, é preciso desnaturalizar essa ideia de que “o país está quebrado”. Quebrado para quem? O agronegócio bate recordes de exportação, o sistema financeiro registra lucros bilionários, e a bolsa de valores atinge máximas históricas. O país não está quebrado; o que está quebrado é o pacto social que permitia que a riqueza produzida fosse minimamente distribuída. A crise fiscal que você aponta é, na verdade, uma crise política: a escolha deliberada de não tributar grandes fortunas, lucros e dividendos, enquanto o trabalhador assalariado paga imposto de renda na fonte e o consumo é taxado pesadamente. Se você quer menos Estado, comece defendendo que os super-ricos paguem a alíquota que você paga no seu salário. Aí, talvez, a conversa sobre “liberdade econômica” ganhe alguma credibilidade. Até lá, o que você chama de liberdade é apenas o nome bonito que deram à exploração.

João Carvalho

03/05/2026

Pô, mais um querendo empurrar o próprio candidato pro STF. Esse povo não cansa de fazer balcão de emprego com o dinheiro do contribuinte. Enquanto isso, a gente aqui na luta, pagando gasolina cara e imposto nas alturas. Cadê a moralidade nesse país?

    Carlos Oliveira

    03/05/2026

    João, entendo sua revolta com o preço da gasolina e dos impostos, mas a moralidade que você busca não virá de um STF apaziguado, e sim de um projeto de país que enfrente os privilégios que fazem o povo pagar a conta enquanto as elites empurram seus indicados para todos os tribunais.

Luiz Augusto

03/05/2026

O STF virou literalmente balcão de apadrinhamento político, e ainda tem gente que defende isso como “democracia funcionando”. Enquanto esse racha expõe a incompetência do governo em gerir até as próprias nomeações, o país real precisa de menos ideologia e mais segurança jurídica para empreender.

    Luisa Teens

    03/05/2026

    Segurança jurídica pra empreender? Kkkkk, enquanto a Amazônia pega fogo e vocês só pensam em lucro, Greta Thunberg já mandou: ‘blá blá blá’ #ForaBolsonaro

    Carlos Henrique Silva

    03/05/2026

    Luiz Augusto, sua análise reduz a disputa em torno da indicação ao STF a um mero “balcão de apadrinhamento”, mas essa leitura ignora a função estrutural que o Supremo exerce na arquitetura do Estado brasileiro. Quando você pede “menos ideologia e mais segurança jurídica para empreender”, está, na verdade, defendendo uma ideologia específica: a da neutralidade do direito. Desde Gramsci, sabemos que o Estado não é um ente abstrato, mas uma arena de hegemonia onde as classes dominantes buscam universalizar seus interesses particulares. O STF não é um oráculo imparcial; é um campo de batalha onde se decide, por exemplo, se a reforma trabalhista será aplicada retroativamente ou se a política de preços da Petrobras pode ser alterada. A “segurança jurídica” que você invoca é, historicamente, a segurança de que o capital não será perturbado por demandas populares.

    O racha exposto por Fonteles não é sinal de incompetência, mas sim da contradição inerente a uma frente ampla que tenta conciliar interesses de classe antagônicos. Lula não é um fantoche, como disse o Eduardo, mas governa sob a pressão de um sistema político que exige concessões constantes. A pressão de Fonteles para manter Messias no STF não é apadrinhamento puro e simples; é a tentativa de preservar um mínimo de influência progressista em um tribunal que, como você bem sabe, foi decisivo para salvar a democracia em 2022, mas que também validou o teto de gastos e a terceirização irrestrita. Enquanto a centro-direita reclama de “apadrinhamento”, ela mesma lotou a corte com nomes como Toffoli e Barroso, que nunca hesitaram em atender ao mercado financeiro quando necessário.

    O problema real, como o Lucas apontou, é que essa discussão sobre nomes oculta o fato de que a Amazônia queima e os indígenas são expulsos enquanto a elite jurídica debate procedimentos. A “segurança jurídica para empreender” que você defende é a mesma que permite ao agronegócio grilhar terras e desmatar com aval de decisões judiciais. Enquanto o STF for tratado como um balcão de negócios, seja por governos de direita ou de esquerda, a verdadeira disputa permanecerá intocada: a de um projeto de país que prioriza o lucro sobre a vida. O que Fonteles faz, ao cobrar pulso de Lula, é tentar recolocar a política no centro de uma decisão que a tecnocracia jurídica insiste em sequestrar. Não é racha, é a democracia se debatendo contra o consenso neoliberal.

    Mariana Oliveira

    03/05/2026

    Luiz Augusto, sua leitura do STF como “balcão de apadrinhamento político” e sua defesa de “menos ideologia e mais segurança jurídica para empreender” merecem uma resposta que vá além da superfície. Você está certo ao identificar que há disputas de poder nas nomeações — isso é inerente a qualquer sistema político que não seja uma fantasia liberal. Mas o erro está em tratar essa disputa como um desvio de rota, como se existisse um “país real” asséptico, livre de ideologia, onde o empreendedorismo pudesse florescer sem as contaminações da política. A verdade é que não há segurança jurídica que não seja, antes de tudo, uma construção política. Kimberlé Crenshaw, ao formular a interseccionalidade, nos ensina que as estruturas de poder — inclusive o Judiciário — não operam em um vácuo neutro; elas são moldadas por hierarquias de raça, gênero e classe. O STF não é um balcão porque há “apadrinhamento”, mas porque ele é o palco onde se decide quem tem direito a ter direitos, e isso é profundamente ideológico.

    Quando você pede “menos ideologia”, está, na verdade, pedindo que não se nomeiem ministros que questionem as bases do capitalismo extrativista e do racismo estrutural. A segurança jurídica que você reivindica é, historicamente, a segurança de quem já está no topo da pirâmide — a mesma que garante que a Amazônia continue sendo queimada enquanto os povos indígenas são expulsos de suas terras, como bem lembrou Lucas Gomes. bell hooks, em “Ensinando a Transgredir”, nos alerta que a neutralidade é um mito: toda escolha política é um posicionamento. O racha na base aliada não é sintoma de incompetência, mas de uma disputa legítima sobre que tipo de Estado queremos. O governo Lula, ao hesitar entre nomes como Messias ou outro, está negociando com forças que há séculos controlam o Judiciário e a economia — e isso não se resolve com “pulso firme”, mas com uma agenda que enfrente as desigualdades estruturais.

    Portanto, seu diagnóstico de “incompetência” ignora que a crise não é de gestão, mas de projeto. A segurança jurídica que você defende é a mesma que permite que uma elite branca e masculina continue a ditar as regras do jogo, enquanto corpos negros, indígenas e periféricos são criminalizados ou invisibilizados. Se o STF virou um balcão, é porque ele sempre foi um espaço de poder — e o que está em jogo agora é se esse poder será usado para manter o status quo ou para redistribuir justiça. Enquanto isso, o “país real” que você menciona não é o mesmo para todos: para quem empreende com capital, há segurança; para quem luta por terra, moradia e dignidade, há balas e despejos. A questão não é ter menos ideologia, mas ter a coragem de nomear qual ideologia está sendo defendida.

Eduardo Nogueira

03/05/2026

Mais um racha na “base aliada”? Tá vendo, o próprio PT já não aguenta mais esse governo de fantoches. Enquanto isso o STF vira balcão de negócio, mas a culpa é do bolsonarismo, né?

    Lucas Gomes

    03/05/2026

    Eduardo, seu discurso ignora que o STF sempre foi palco de disputas de poder, mas o problema real é que enquanto vocês se digladiam por nomeações, a Amazônia continua sendo queimada e os povos indígenas seguem sendo expulsos de suas terras. O racha na base é sintoma de um sistema político que prefere negociar cargos no judiciário a enfrentar o capitalismo predatório que devora o planeta.

    Francisco de Assis

    03/05/2026

    Eduardo, meu filho, balcão de negócio era o STF no governo do seu mito, que indicou dois ministros sem currículo e ainda tentou enfiar o filho no lugar do Celso de Mello. O que o Fonteles tá fazendo é chamar o Lula pra ter pulso, não é racha não, é democracia funcionando.


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