A Missão Permanente da Rússia na ONU criticou duramente a resolução proposta pelos Estados Unidos sobre o estreito de Ormuz, acusando Washington de ignorar as causas reais da escalada no Oriente Médio.
Os diplomatas russos apontaram que a crise decorre de uma agressão não provocada dos EUA e de Israel contra o Irã. A proposta norte-americana foi apresentada junto com o Bahrein e conta com o apoio da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait e do Catar.
O texto tem como objetivo declarado garantir a liberdade de navegação e a segurança no estratégico estreito de Ormuz. A Rússia, porém, argumenta que o documento reflete uma visão unilateral e confrontativa direcionada contra Teerã.
Moscou defende que a iniciativa americana apenas alimenta as tensões e dificulta uma solução diplomática. A Rússia tem chamado pelo cessar imediato da violência desde o início dos confrontos.
Os diplomatas russos alertaram para o perigo de uma nova onda de confrontos no Conselho de Segurança da ONU. A liberdade de navegação no Golfo Pérsico, segundo Moscou, só será restaurada quando as ações militares cessarem e o conflito for resolvido politicamente.
A Rússia e a China apresentaram uma proposta alternativa em discussão no Conselho de Segurança. O documento russo-chinês enfatiza o cessar das hostilidades, o recurso às negociações e a garantia da liberdade de navegação sem medidas unilaterais.
Moscou convidou os demais membros do Conselho a evitar qualquer escalada artificial na região. A Rússia rejeita a lógica que sustenta a resolução americana, afirmando que o texto contém exigências voltadas apenas ao Irã e desconsidera os atos de agressão que iniciaram a crise.
O representante permanente da República Islâmica do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, posicionou-se contra a resolução dos Estados Unidos. Ele declarou que Teerã está pronto para assegurar a liberdade de navegação assim que a guerra for encerrada.
Iravani descreveu o projeto americano como defeituoso e politicamente motivado. O diplomata acusou Washington de utilizar o pretexto da navegação para encobrir suas ações na região.
O estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. Moscou e Teerã sustentam que a estabilidade depende de diálogo genuíno e do respeito à soberania das nações, e não de pressões unilaterais.
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