O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, criticou duramente os Estados Unidos e o Bahrein por apresentarem uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU. O texto distorce os fatos sobre a situação no Estreito de Ormuz e representa um abuso do mecanismo internacional para justificar ações ilegais.
Em carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e aos demais membros do órgão, Araghchi denunciou a iniciativa de Washington e Manama. Ele afirmou que a proposta ignora as causas reais da instabilidade, incluindo a agressão militar e o uso ilegal da força pelos EUA e por Israel contra o Irã.
A resolução busca legitimar ações unilaterais e coercitivas que incluem bloqueios navais e sanções econômicas. Essas medidas violam o direito internacional e a soberania dos estados costeiros da região.
A normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz depende diretamente do fim das hostilidades e do levantamento completo das sanções contra o Irã. A invocação do Capítulo VII da Carta da ONU revela-se desproporcional e injustificada diante dos eventos em curso.
A aprovação do documento comprometeria seriamente a credibilidade do Conselho de Segurança da ONU. Ela também abriria perigosos precedentes para intervenções unilaterais no futuro.
Araghchi acusou os EUA de exercerem pressão sobre outros países para obter apoio à resolução por motivos puramente políticos e propagandísticos. O chanceler iraniano conclamou os membros da organização a rejeitarem o texto e a manterem uma postura responsável.
O Estreito de Ormuz constitui uma das rotas marítimas mais estratégicas para o suprimento global de petróleo. O Irã, que controla parte importante dessa passagem, considera a presença militar americana uma ameaça constante à sua segurança nacional.
A estabilidade duradoura na região só será possível com o respeito mútuo à soberania e com a aplicação rigorosa dos princípios do direito internacional. Conforme aponta o portal Mehr News, a posição iraniana defende o fim das práticas coercitivas e a solução pacífica das divergências.
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