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Florestas maduras surpreendem ao acelerar captura de carbono

0 Comentários🗣️🔥 Cientista trabalha em torre de medição de interações floresta-atmosfera em meio a uma vasta área de floresta. (Foto: phys.org) Pesquisadores da Universidade do Maine desafiaram uma antiga percepção sobre o papel das florestas maduras na captura de carbono. Os dados coletados ao longo de 30 anos na Howland Research Forest revelaram que essas […]

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Cientista trabalha em torre de medição de interações floresta-atmosfera em meio a uma vasta área de floresta. (Foto: phys.org)

Pesquisadores da Universidade do Maine desafiaram uma antiga percepção sobre o papel das florestas maduras na captura de carbono.

Os dados coletados ao longo de 30 anos na Howland Research Forest revelaram que essas florestas aumentam sua capacidade de sequestrar carbono ao longo do tempo. A área de 550 acres no estado do Maine funciona como um sítio de pesquisa preservado.

Torres de 30 metros equipadas com instrumentos de alta precisão monitoram o fluxo de dióxido de carbono entre a floresta e a atmosfera. Os cientistas registraram uma média anual de 3,5 toneladas de dióxido de carbono capturadas por acre.

A taxa de absorção demonstrou um aumento progressivo conforme os anos avançaram. O professor associado de ecologia florestal da Universidade do Maine, Shawn Fraver, observou que, enquanto os primeiros dez anos poderiam sugerir declínio, a análise completa de três décadas indica tendência oposta.

A floresta se torna um sumidouro de carbono cada vez mais eficiente com o passar do tempo. Essas descobertas carregam implicações globais para as políticas de manejo florestal e o combate às mudanças climáticas.

A Howland Research Forest oferece um ponto de comparação crucial para florestas manejadas, segundo o portal da Universidade do Maine. A maioria das áreas florestais na Nova Inglaterra sofreu impacto de séculos de exploração madeireira.

A Howland Research Forest representa um exemplo raro de floresta madura e não manejada, com árvores originárias dos séculos XVII e XVIII. A pesquisa identificou ainda dinâmicas complexas envolvendo o metano nos solos florestais.

Esses solos alternam entre emissão e absorção do gás conforme as condições de umidade variam. Os resultados auxiliam projetos financiados pela National Science Foundation na revisão de modelos de balanço de carbono.

A infraestrutura de monitoramento custa cerca de 175 mil dólares por ano. Um aporte privado garantiu a operação das torres por mais um ano.

A diretora de ecologia da Northeast Wilderness Trust, Shelby Perry, enfatizou a importância de preservar tanto a pesquisa quanto o ecossistema único. Perry reforçou o compromisso da organização em manter a área como selvagem permanentemente.

A floresta atua como centro de treinamento para estudantes e pesquisadores. Os dados vêm sendo acessados por cientistas de todo o mundo desde 1996.

Essas informações contribuem para o aperfeiçoamento de modelos climáticos, calibração de satélites e formulação de políticas públicas. A continuidade desse trabalho científico revela-se essencial para o entendimento do papel das florestas maduras diante das transformações climáticas em curso.

Com informações de PHYS.


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