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União Europeia sanciona colonos israelenses por violência na Cisjordânia

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Ministros da União Europeia reunidos em Bruxelas para discutir sanções contra colonos israelenses. (Foto: tagesschau.de)

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram sanções contra colonos israelenses envolvidos em atos de violência contra palestinos na Cisjordânia. A decisão avançou depois que a Hungria removeu o bloqueio político que impedia o consenso entre os membros do bloco, conforme o portal Al Jazeera.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, revelou que pelo menos sete indivíduos ou organizações de colonos foram incluídos na lista, junto com representantes do Hamas. As medidas preveem o congelamento de ativos na União Europeia e a proibição de entrada e trânsito no território do bloco.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, defendeu a necessidade de enviar uma mensagem política clara contra a escalada de violência na região. A proposta para incluir o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, e o ex-ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, não foi aprovada por falta de consenso.

A violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia aumentou significativamente desde o início do conflito em Gaza em 2023. O governo israelense condenou as sanções e as considerou inaceitáveis.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, criticou a decisão por criar uma equivalência ‘intolerável’ entre cidadãos israelenses e o Hamas. A rejeição israelense evidencia a tensão crescente entre Tel Aviv e o bloco europeu.

Os ministros também aprovaram sanções contra 16 indivíduos e sete entidades da Rússia acusados de envolvimento na deportação forçada de crianças ucranianas. Mais de 20.500 crianças foram transferidas para a Rússia desde o início do conflito na Ucrânia, e muitas delas tiveram a identidade e a nacionalidade alteradas.

O Tribunal Penal Internacional já havia emitido um mandado de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, por esses atos. As decisões marcam o posicionamento da União Europeia em relação a essas duas crises distintas.

Com informações de TAGESSCHAU.


Leia também: União Europeia aprova sanções contra colonos extremistas israelenses


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