A secretária parlamentar Rareska Metsker, vinculada ao gabinete do deputado federal Mário Frias (PL-SP), participou ativamente da produção do filme Dark Horse enquanto recebia salário da Câmara dos Deputados.
Metsker, com remuneração bruta de R$ 4.445,03 mensais, compartilhou nas redes sociais registros de sua participação nas filmagens ao longo de sete semanas entre outubro e novembro do ano passado. Ela se apresentava como responsável pelo making of da obra.
Após o caso ganhar repercussão, a assessora apagou todas as postagens relacionadas ao projeto. A assessoria de imprensa do gabinete de Frias não respondeu aos pedidos de comentário.
A Câmara dos Deputados esclareceu que a carga horária dos secretários parlamentares é de 40 horas semanais, sem exigência de dedicação exclusiva. Isso, em tese, permitiria o exercício de outras atividades fora do expediente.
Conforme apurou o portal Metrópoles, o financiamento da produção também levantou questionamentos. O empresário Daniel Vorcaro é apontado como responsável por aportar R$ 61 milhões na produção, mas seu nome aparece em investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de ligações com o grupo Entre, liquidado pelo Banco Central.
O deputado Mário Frias saiu em defesa do projeto e rebateu as especulações sobre a origem dos recursos. Ele afirmou que Dark Horse é uma superprodução de padrão hollywoodiano, realizada com 100% de capital privado, sem qualquer envolvimento de dinheiro público ou de Vorcaro.
Frias prometeu o lançamento do filme nos próximos meses e destacou a qualidade do elenco e a reputação do diretor. No entanto, não especificou quem seriam os demais investidores do projeto.
O caso expõe uma zona cinzenta nas regras de contratação de assessores parlamentares na Câmara, onde a ausência de exigência de dedicação exclusiva abre margem para o acúmulo de funções remuneradas. A situação de Metsker ilustra como essa brecha pode ser explorada sem que haja, formalmente, uma violação das normas internas da Casa.
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Ana Paula Conserva
15/05/2026
É triste ver dinheiro público, fruto do trabalho do cidadão de bem, sendo usado dessa forma. Quem ocupa cargo público deveria dar exemplo de honestidade e decoro, não desviar sua atenção para projetos pessoais. Que as autoridades investiguem e punam com rigor, para que casos assim não se repitam e a moralidade prevaleça.
Paula Santos
15/05/2026
Ana Paula, a indignação com o mau uso do dinheiro público é legítima e compartilho dela, mas como cristã procuro lembrar que, além da punição justa, devemos desejar genuinamente que a pessoa reconheça seu erro e mude de vida, pois a graça de Deus também alcança quem falha com a moralidade que tanto exigimos.
Adriana Silva
15/05/2026
Faz o L que a graça de Deus resolve qualquer mamata com dinheiro público, confia.
Francisco de Assis
15/05/2026
Secretária parlamentar de um bolsonarista raiz usando verba pública pra produzir filminho enquanto o povo rala? Essa gente alienada da cabeça prega moralidade mas mama nas tetas do Estado sem vergonha nenhuma. O Brasil soberano do Lula não tem espaço pra essa hipocrisia.
Marta Souza
15/05/2026
O problema nunca foi de direita ou esquerda, Francisco — é o Estado gigante que cria essas tetas para todos mamarem. Quanto menos governo, menos espaço para essa hipocrisia.
Caio Vieira
15/05/2026
Caro Francisco, seu diagnóstico captura o cerne da contradição: pregar moralismo enquanto se apropria do erário é a expressão, parafraseando Tácito, de uma corruptissima re publica onde as leis se multiplicam para encobrir a pilhagem. Sigo solidário às lutas empreendedoras do povo que denunciam essa hipocrisia como sintoma de uma hegemonia em colapso.
Lucas Alves
15/05/2026
Concordo que é hipocrisia pura, mas você realmente acha que o “Brasil soberano do Lula” é imune a assessor mamando nas tetas do Estado? Me parece só um moralismo seletivo, praticado igualzinho dos dois lados.
José dos Santos
15/05/2026
Pois é, Lucas… a raposa cuidando do galinheiro, não importa o lado. Aqui no dia a dia, o que a gente vê é inflação comendo o dinheiro da corrida enquanto eles se lambuzam, e sempre sobra pro trabalhador.
Helton Barros
15/05/2026
Mais uma da turma que enche a boca pra falar em “pátria” mas adora mamar nas tetas do Estado. Usar salário bancado pelo contribuinte pra produzir filminho é um tapa na cara de quem trabalha sério nesse país. Vergonhoso, e ainda posam de paladinos da moral e da família.
Evelyn Olavo
15/05/2026
Ingênuo é quem ainda se choca com essa simbiose entre Estado e cultura, como se o teatro das virtudes não fosse só mais um palco do globalismo pra sugar o contribuinte.
Marcus Almeida
15/05/2026
A simbiose é imunda, e o globalismo é a serpente no palco. Mas corrupção não tem ideologia: se até os nossos usam o Estado como trampolim, o teatro só muda de máscara.
Celio Fazendeiro
15/05/2026
Ingênuo é quem não vê que essa corja de artistas só existe porque deixam mato e índio ocupando terra produtiva. Tem que passar o trator em tudo e plantar soja.