Um juiz federal da Austrália expressou forte insatisfação com a Tesla devido à lentidão no andamento de um processo coletivo movido por 10 mil motoristas contra a empresa. A ação judicial envolve alegações de que a montadora liderada por Elon Musk teria enganado consumidores sobre as capacidades de seu sistema de direção autônoma, além de questões relacionadas à autonomia das baterias e ao fenômeno conhecido como frenagem fantasma.
O magistrado Tom Thawley, responsável pelo caso, questionou abertamente se a Tesla estava levando a sério o processo de descoberta de provas. Segundo reportagem do portal CleanTechnica, Thawley alertou a empresa de que poderia enfrentar sérias consequências caso não cooperasse adequadamente com a Justiça australiana.
A preocupação do juiz surgiu após a Tesla ter apresentado apenas 2 mil documentos em um período de oito meses de tramitação processual. Os advogados que representam os motoristas australianos esperavam um volume muito maior de informações para fundamentar suas alegações contra a fabricante de veículos elétricos.
Rebecca Jancauskas, advogada do escritório JGA Saddler que representa os consumidores, afirmou que a escassez de documentos está prejudicando gravemente a preparação dos especialistas para o caso. O juiz Thawley compartilhou dessa preocupação e classificou a situação como absurda, demonstrando surpresa com a quantidade limitada de material fornecido pela Tesla.
Para pressionar a empresa a acelerar o processo, o magistrado estabeleceu um prazo até 31 de julho para que a Tesla complete integralmente o processo de descoberta. Caso a montadora não cumpra o prazo ou a documentação seja considerada inadequada, poderá enfrentar graves repercussões legais no sistema judiciário australiano.
O desenrolar deste caso pode ter implicações significativas para a Tesla, não apenas na Austrália, mas também em outros mercados onde a empresa enfrenta processos semelhantes. A questão da direção autônoma tem sido alvo de crescente escrutínio regulatório em diversos países, com consumidores questionando se as promessas de marketing da empresa correspondem às capacidades reais dos veículos.
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Marcos Conservador
18/05/2026
Juiz comunista australiano querendo lacrar em cima da Tesla, mais um querendo estatizar a inovação. Se fosse um processo contra empresa estatal brasileira atrasando entrega de ônibus, esse mesmo juiz estaria passando pano.
Rubens O Pescador
18/05/2026
Marcos, lá na minha roça a gente via juiz defender rico enrolando pobre e chamavam de justiça. Agora que é contra uma empresa bilionária que vendeu gato por lebre, virou comunista? No tempo do Lula e da Dilma tinha comida na mesa e os direitos do consumidor eram levados a sério, não era essa moleza não.
João Silva
18/05/2026
Marcos, classificação política virou atalho mental: juiz que faz cumprir contrato contra empresa bilionária é comunista, mas juiz que multa estatal é “aplicador da lei”. A régua muda conforme o bolso do acionista, não conforme a justiça.
Adriana Silva
18/05/2026
Faz o L, juiz comunista australiano! Tesla é perseguida pelos esquerdistas que querem estatizar até os carros! Vai pra Cuba andar de jegue autônomo!
Bia Carioca
18/05/2026
Adriana, a Tesla vendeu um sistema de direção autônoma que não funciona como prometido e agora está enrolando os consumidores na Justiça — isso não é perseguição, é defesa do direito do consumidor. Se fosse uma empresa estatal de ônibus no RJ com um problema desses, você ia querer que a Justiça investigasse também.
Luizinho 16
18/05/2026
Tesla bilionária sendo “perseguida” pela justiça é tipo patrão chorando que é oprimido, senta lá Adriana.